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Desembargador denuncia homofobia em grupo de advogados em Santa Catarina

OAB-SC abre processo contra mensagens de ódio que atacam orientação sexual de magistrado
Desembargador denuncia homofobia em grupo de advogados em Santa Catarina

OAB-SC abre processo contra mensagens de ódio que atacam orientação sexual de magistrado

Um caso emblemático de homofobia ganhou repercussão em Santa Catarina, quando o desembargador João Marcos Buch formalizou uma representação contra mensagens preconceituosas e de ódio que circulavam em um grupo de WhatsApp composto por advogados da região. A Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) prontamente abriu um processo disciplinar para apurar os fatos.

Discursos de ódio em ambiente jurídico

As mensagens ofensivas, que chegaram a citar explicitamente a orientação sexual do desembargador e seu estado civil, continham frases como “peguei um gay, um desembargador gay” e “caiu nas mãos de um desembargador chamado João Marcos Buch, gay, casado com outro homem”. Além do preconceito, os textos criticavam sua atuação profissional, qualificando-o como “polêmico” e acusando-o de “soltar preso”.

João Marcos Buch declarou que, embora sua função no Judiciário possa gerar controvérsias, o uso de discursos de ódio não pode substituir os canais legais e processuais. Ele destacou a importância do respeito e da ética no meio jurídico, reforçando que tais ataques são inadmissíveis.

OAB-SC reage e reforça combate à homofobia

A OAB-SC informou que, após tomar conhecimento do ocorrido pela imprensa e redes sociais, oficiou o desembargador e deu início aos trâmites internos assim que a denúncia foi formalizada. Os processos de ética são sigilosos e seguem a legislação vigente, mas a entidade ressaltou que não tolera a falta de ética e atua firmemente para garantir as prerrogativas da advocacia.

Nos últimos cinco anos, a OAB-SC aplicou mais de 500 penas de suspensão e excluiu 43 advogados de seus quadros, demonstrando seu compromisso em manter a ética e o respeito dentro da profissão.

Reflexões para a comunidade LGBTQIA+

Este episódio evidencia que, mesmo em ambientes considerados mais técnicos e formais como o judiciário e a advocacia, o preconceito contra pessoas LGBTQIA+ ainda persiste e pode se manifestar de forma velada ou explícita. É fundamental que instituições reconheçam e combatam essas atitudes para promover um ambiente inclusivo e respeitoso.

Para a comunidade LGBTQIA+, a denúncia feita pelo desembargador João Marcos Buch representa um passo importante na luta contra a homofobia estrutural e cultural. É um chamado para que a justiça não seja apenas um ideal, mas uma prática que respeita a diversidade e protege todos os cidadãos, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

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