João Marcos Buch enfrenta agressão e reafirma luta contra preconceitos no Judiciário
O desembargador João Marcos Buch, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, voltou a ser vítima de violência motivada por preconceito em Florianópolis, SC. Reconhecido por sua postura progressista e humanista no sistema judiciário, Buch enfrentou um ataque homofóbico enquanto caminhava com seus assessores no centro da cidade. Um motorista, em tom agressivo, gritou repetidamente ofensas homofóbicas e políticas, criando um clima de ameaça real e intimidação.
Um episódio que expõe a intolerância no cotidiano
Durante a caminhada, o magistrado ouviu do motorista: “Bicha petista não entra no meu Uber”. O agressor não poupou palavras e, após reduzir a velocidade do carro, repetiu a frase em tom hostil, chegando a parar o veículo. O desembargador relatou a sensação de perigo iminente, temendo até mesmo um possível atropelamento intencional. A situação só foi amenizada quando conseguiram fotografar o carro e a placa do veículo.
João Marcos Buch enfatizou que, apesar de sua função pública exigir neutralidade política, o ataque não se baseava em fatos, mas em preconceitos e ódio. Ele afirmou que tomará todas as medidas legais cabíveis contra o agressor e comunicará o ocorrido à empresa de transporte.
Humanismo e resistência no Judiciário
João Marcos Buch é uma referência nacional na defesa dos direitos humanos e da humanização do sistema penal. Sua trajetória se destaca pela luta contra o fascismo e a intolerância, sendo uma voz contrária às estruturas conservadoras e bolsonaristas que ainda permeiam o Judiciário brasileiro.
Em 2019, Buch ganhou notoriedade ao se manifestar publicamente em defesa dos presos, enviando uma carta a mais de dois mil detentos em Joinville (SC), onde ressaltava sua própria experiência com o preconceito e a hostilidade da sociedade. Ele atua ativamente em debates sobre superlotação carcerária, remição de pena pela leitura e políticas de reintegração social, sempre priorizando a dignidade humana.
Resistência e inclusão: um convite para a luta coletiva
O ataque sofrido pelo desembargador é um triste reflexo da homofobia que ainda persiste em vários espaços, inclusive na esfera pública e institucional. Sua coragem em denunciar o episódio e reafirmar seu compromisso com a diversidade e a justiça social inspira toda a comunidade LGBTQIA+ e aliadas.
Em tempos de retrocessos e ataques aos direitos conquistados, o exemplo de João Marcos Buch mostra que a resistência contra o preconceito é fundamental para transformar o Brasil em um país mais justo, plural e acolhedor.
Que essa história sirva como um chamado para fortalecer a luta contra todas as formas de discriminação e para celebrar as vozes que não se calam diante da intolerância.
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