João Marcos Buch denuncia agressão verbal e ameaça no Centro de Florianópolis; atitude expõe intolerância e preconceito O desembargador João Marcos Buch, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), compartilhou uma experiência assustadora de homofobia e ameaça que sofreu enquanto caminhava com seus assessores no Centro de Florianópolis (SC). Em um relato publicado nas redes sociais, ele contou que um motorista reduziu a velocidade do carro e, de forma agressiva, gritou expressões preconceituosas como “Petista não entra no meu Uber” e “bicha e petista não entram no meu carro”.O episódio aconteceu na última quarta-feira (17/9), quando o desembargador caminhava pela calçada. Segundo ele, a postura do motorista era tão agressiva e ameaçadora que chegou a temer por sua integridade física, imaginando que o homem poderia sacar uma arma. “A forma e a maneira com que aquele motorista se dirigiu a mim indicaram que poderia sacar alguma arma e fazer um disparo, tanta era a virulência com que se comportava”, relatou Buch.Preocupado, o magistrado se afastou rapidamente, temendo ser atropelado intencionalmente. Ele conseguiu fotografar o carro e a placa, e declarou sua intenção de tomar medidas legais contra o agressor, além de comunicar o ocorrido à empresa de transporte por aplicativo. “Não pretendo, a esta altura do campeonato, ter que andar escoltado por esta linda ilha, que continua sendo um polo de cultura, pluralidade e inclusão”, afirmou.Um legado de luta pela dignidade e inclusãoJoão Marcos Buch é amplamente reconhecido por seu trabalho em defesa da humanização do sistema de justiça penal. Em 2019, ganhou destaque nacional ao enviar uma carta a mais de dois mil detentos no complexo prisional de Joinville (SC), em que expressava a intolerância e o preconceito que também enfrenta, mesmo atuando para promover direitos e reintegração social.O desembargador é uma voz ativa contra a superlotação carcerária e defensor de políticas que promovem a remição de pena por meio da leitura, trabalhando para transformar o sistema penal em um espaço de respeito à dignidade humana.Repercussão e importância do debateEste ataque homofóbico reforça a urgência de enfrentarmos o preconceito que ainda persiste em nossa sociedade, mesmo em ambientes que deveriam ser seguros e acolhedores. A coragem de João Marcos Buch em denunciar publicamente o ocorrido ajuda a ampliar a visibilidade dos desafios enfrentados pela comunidade LGBTQIA+ e aliados, ressaltando a necessidade de respeito e tolerância em todos os espaços.Em uma Florianópolis que se orgulha de sua diversidade cultural e inclusão, episódios como esse não podem ser ignorados. É fundamental que as autoridades e instituições atuem para garantir a segurança e o respeito a todas as pessoas, independentemente de sua identidade ou orientação.O desembargador segue firme na busca por justiça e chama atenção para que atitudes homofóbicas sejam combatidas com rigor, mostrando que o preconceito não tem lugar em nossa sociedade. Que tal um namorado ou um encontro quente?
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Desembargador sofre ataque homofóbico em Florianópolis


