Conheça homens reais perto de você

Quer conhecer caras agora? Vem pro Disponivel.com

  • ✔️ Perfis com vídeos, fotos e live cam
  • 📍 Encontros por proximidade
  • 🔥 Bate-papo por região 24h
Entrar grátis e ver quem tá online
Menu

A Capa é um portal LGBT+ com notícias atualizadas sobre cultura, entretenimento, política, diversidade e a comunidade LGBTQIA+. Confira os destaques de hoje.

in

desenrola brasil — por que dívida voltou a subir

desenrola brasil — por que dívida voltou a subir

Com 82,8 milhões de inadimplentes no país, o Desenrola Brasil volta ao debate. Entenda por que a 1ª edição teve efeito curto.

O Desenrola Brasil voltou aos assuntos mais buscados nesta segunda-feira (25), no Brasil, após o início da liberação de consultas ao saldo do FGTS para renegociação de dívidas no novo programa. O tema ganhou força porque o governo relançou a iniciativa em maio de 2026, num momento em que o país soma 82,8 milhões de inadimplentes, segundo dados citados pelo g1.

O interesse não é por acaso. Dois anos depois do fim da primeira edição, encerrada em maio de 2024, o número de pessoas com contas em atraso cresceu em 10,3 milhões. Isso reacendeu uma pergunta incômoda, mas necessária: se o Desenrola ajudou tanta gente, por que o endividamento voltou a disparar?

Por que o Desenrola Brasil está em alta agora?

A busca explodiu porque a nova fase do programa passou a permitir consulta de valores do FGTS para uso na renegociação de débitos, além de trazer novas regras voltadas às famílias de menor renda. O relançamento também acontece em um ambiente político sensível, a poucos meses das eleições presidenciais, com o governo tentando reforçar pautas que impactam diretamente o orçamento das famílias.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a alta da inadimplência se explica em parte por um “efeito sanfona”, provocado pelas oscilações da taxa Selic e pelos reflexos ainda persistentes da pandemia. Em entrevistas recentes, ele afirmou que muitas pessoas passaram por um período de desemprego elevado e renda sem reajuste, o que empurrou milhões para o endividamento.

Especialistas ouvidos pela reportagem original, porém, apontam que a explicação não se resume aos juros. A combinação de inflação persistente, especialmente nos alimentos, custo de vida alto, renda insuficiente, crédito caro e baixa educação financeira ajuda a entender por que o alívio da primeira rodada não se sustentou no longo prazo.

O que aconteceu depois da primeira edição?

O primeiro Desenrola, que funcionou entre maio de 2023 e março de 2024, foi tratado pelo Ministério da Fazenda como um sucesso. De acordo com o censo do programa, 14,8 milhões de pessoas foram beneficiadas, com R$ 53,2 bilhões em acordos. Em muitos casos, os descontos para pagamento à vista passaram de 90%.

As renegociações ocorreram majoritariamente pelo celular, com protagonismo de mulheres e da faixa etária entre 35 e 44 anos. O foco principal esteve nas dívidas bancárias e de cartão de crédito. Entre o público elegível, a inadimplência caiu 8,7%, segundo o governo federal.

Mesmo assim, os indicadores gerais do país mostraram melhora limitada. A pesquisa da CNC apontou que o endividamento das famílias passou de 76,9%, em outubro de 2023, para 78,8%, em março de 2024. Já a inadimplência geral recuou apenas 0,5 ponto percentual, indo de 29,7% para 28,6%. Na Serasa, o total de inadimplentes subiu de 71,95 milhões para 72,54 milhões ao fim da primeira edição.

Em outras palavras, muita gente conseguiu renegociar, mas não teve fôlego para reorganizar a vida financeira por muito tempo. Com a renda comprometida por gastos básicos como alimentação, moradia e transporte, parte das famílias voltou ao vermelho.

O que muda no Desenrola 2.0?

Na nova etapa, o programa prioriza pessoas com renda de até cinco salários mínimos. As instituições financeiras também passam a “desnegativar” dívidas de até R$ 100, o que pode ajudar consumidores a recuperar acesso a crédito e serviços.

Em balanço inicial divulgado na quinta-feira (21), Dario Durigan afirmou que, no eixo voltado às famílias, 449 mil dívidas foram quitadas à vista com desconto médio de 85%. Do total de R$ 1 bilhão, foram pagos R$ 154 milhões. Ainda segundo ele, 685,5 mil dívidas foram refinanciadas com desconto semelhante: de R$ 9 bilhões, R$ 1,3 bilhão foi refinanciado.

O ministro reconheceu que a primeira edição teve impacto, mas perdeu força com a alta dos juros. A aposta agora é combinar renegociação com uma expectativa de novo ciclo de corte da Selic.

O que isso significa para a população LGBT+?

Embora o programa não seja voltado especificamente à comunidade LGBT+, o tema tem peso especial para grupos que historicamente enfrentam mais vulnerabilidade no mercado de trabalho e na renda. No Brasil, pessoas LGBT+, especialmente travestis, mulheres trans e jovens expulsos do ambiente familiar, costumam lidar com maior informalidade, dificuldade de acesso a emprego formal e menor proteção financeira.

Por isso, medidas de renegociação podem oferecer alívio imediato, mas o debate de fundo envolve inclusão econômica real. Sem renda estável, acesso a educação financeira e políticas de proteção social, o risco de voltar ao endividamento permanece alto.

Na avaliação da redação do A Capa, o Desenrola Brasil é relevante como porta de saída emergencial para quem está sufocado por dívidas, mas não substitui mudanças estruturais. Quando a renda não acompanha o custo de vida e o crédito continua fácil na contratação, porém caro no pagamento, o país apenas empurra milhões de pessoas de um ciclo de inadimplência para outro — e isso atinge com mais força quem já vive nas margens, inclusive parte da população LGBTQ+.

Perguntas Frequentes

Por que o Desenrola Brasil voltou a ser tão buscado?

Porque a nova fase do programa ganhou tração com a consulta ao saldo do FGTS para renegociação de dívidas e com o avanço do Desenrola 2.0 em maio de 2026.

Quantos inadimplentes há hoje no Brasil?

Segundo dados citados na reportagem do g1, o país chegou a 82,8 milhões de inadimplentes, 10,3 milhões a mais do que no fim da primeira edição do programa.

O Desenrola 2.0 resolve o problema do endividamento?

Especialistas avaliam que ele ajuda no curto prazo, mas não resolve sozinho. Sem melhora de renda, redução do custo de vida e educação financeira, a inadimplência tende a voltar.


💜 Curtiu essa matéria? No Disponível.com você encontra milhares de perfis reais para conexões, amizades ou algo mais. Crie seu perfil grátis →

Conheça homens reais perto de você

Quer conhecer caras agora? Vem pro Disponivel.com

  • ✔️ Perfis com vídeos, fotos e live cam
  • 📍 Encontros por proximidade
  • 🔥 Bate-papo por região 24h
Entrar grátis e ver quem tá online
Sair da versão mobile