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Destanee Aiava denuncia racismo e homofobia e se aposenta do tênis

Jovem tenista australiana revela exaustão com ambiente tóxico no esporte e anuncia saída precoce
Destanee Aiava denuncia racismo e homofobia e se aposenta do tênis

Jovem tenista australiana revela exaustão com ambiente tóxico no esporte e anuncia saída precoce

Com apenas 25 anos, a tenista australiana Destanee Aiava chocou o mundo do esporte ao anunciar sua aposentadoria precoce, denunciando o tênis como um ambiente marcado por racismo, misoginia, homofobia e hostilidade. De ascendência samoana, Aiava fez um desabafo contundente nas redes sociais, descrevendo o circuito profissional como um “namorado tóxico” e afirmando que esta será sua última temporada.

Um esporte com máscaras

Aiava, que chegou a ocupar a 147ª colocação no ranking mundial, revelou sua frustração com os abusos que sofre, especialmente no espaço digital. “Estou cansada de receber ameaças de ódio e de morte, além de comentários sobre meu corpo, minha carreira ou qualquer outra coisa que queiram criticar”, contou a atleta. Ela criticou a cultura do tênis, que se esconde atrás dos trajes brancos e das tradições, mas que, segundo ela, mantém uma postura excludente e discriminatória contra quem não se encaixa no molde tradicional.

“Por trás dos trajes brancos e das tradições, esconde-se uma cultura racista, misógina, homofóbica e hostil”, destacou Aiava, trazendo à tona questões que muitas vezes permanecem silenciadas no esporte.

O preço pessoal da carreira

Apesar da gratidão pelas oportunidades de viajar pelo mundo e fazer amizades, Destanee ressaltou o alto custo emocional e físico que o tênis lhe impôs. “Esse esporte me tirou coisas: minha relação com meu corpo, minha saúde, minha família, minha autoestima”, confessou. Ela ainda refletiu sobre a possibilidade de recomeçar, afirmando que o tênis lhe ensinou que sempre há uma chance para começar do zero.

Um problema que afeta muitas atletas

Dados recentes apontam que, em 2024, cerca de 8 mil mensagens abusivas, violentas ou ameaçadoras foram enviadas publicamente a 458 tenistas por meio das redes sociais, muitas delas relacionadas a apostas. Essa realidade reforça o ambiente hostil e desafiador que Aiava denunciou.

Até o momento, as autoridades do tênis não se pronunciaram sobre as declarações da atleta.

O relato de Destanee Aiava é um importante alerta sobre as estruturas excludentes que ainda permeiam o esporte, especialmente para mulheres, pessoas racializadas e LGBTQIA+. Sua coragem em expor essas questões inspira um olhar mais crítico e urgente sobre a necessidade de transformação no ambiente esportivo.

Para a comunidade LGBTQIA+, a denúncia de Aiava ressoa profundamente, pois reforça a importância de espaços acolhedores e respeitosos em todas as áreas da sociedade, inclusive no esporte. É fundamental que a visibilidade dessas vozes contribua para a construção de uma cultura mais inclusiva e livre de preconceitos.

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