No Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, ativista denuncia a violência e o silenciamento em Camarões
Em 17 de maio de 2026, enquanto o mundo celebra o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia (IDAHOTB), em Camarões a data é marcada pela dor, pela luta e pela resistência contra um sistema que ainda destrói vidas LGBTQIA+.
O ativista e jornalista Jean Jacques Dissoke, uma voz corajosa da comunidade LGBTQIA+ em Camarões, compartilha um grito de indignação e esperança. No país africano, a homossexualidade é criminalizada, e leis como o Artigo 347-1 do Código Penal e o Artigo 83 da Lei de Cibercrime de 2010 reforçam o estigma e a violência institucional contra pessoas LGBTQIA+. A realidade por trás desses códigos é o sofrimento de milhares: prisões arbitrárias, agressões, exclusão social e até assassinatos motivados pelo ódio.
Um país onde ser LGBTQIA+ é um ato de resistência
Mais de mil vítimas de violência homofóbica vivem sob o peso da discriminação, muitas vezes privadas de acesso a serviços básicos, escolas, hospitais e empregos. A marginalização extrema é agravada pelo abandono do Estado e pela hostilidade de uma sociedade que nega sua existência. Organizações e ativistas que lutam para proteger essas pessoas enfrentam ataques, intimidações e dificuldades financeiras, levando muitas delas a fechar as portas.
Dissoke questiona a ausência de apoio internacional efetivo e aponta para a urgência de um compromisso real dos parceiros técnicos, financeiros e diplomáticos. Ele denuncia a solidão dos líderes que, mesmo ameaçados e perseguidos, continuam a erguer a voz em defesa da comunidade.
O Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia como chamado à ação
Para o ativista, o IDAHOTB não pode ser apenas uma data simbólica. Deve ser um momento de advocacia radical, de apoio concreto às organizações locais e garantia de segurança para seus membros. É também uma homenagem aos líderes LGBTQIA+ de Camarões que, mesmo diante do medo e das barreiras, seguem firmes na luta por direitos e dignidade.
Jean Jacques Dissoke deixa claro: a luta por direitos LGBTQIA+ é uma luta pelos direitos humanos universais. Enquanto Camarões negar esses direitos, a resistência continuará. Porque cada vida importa, cada voz merece ser ouvida, e a humanidade não se constrói sobre a exclusão e o ódio.
Essa realidade dolorosa em Camarões nos lembra que a luta LGBTQIA+ é global e que o silêncio pode ser cúmplice da violência. Celebrar a diversidade e exigir respeito é um ato político necessário, especialmente em contextos onde ser quem se é pode custar a liberdade ou a própria vida.
Para a comunidade LGBTQIA+, o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia é um lembrete da urgência de solidariedade e visibilidade. A coragem de quem resiste inspira não apenas a sobrevivência, mas a esperança de um mundo mais justo e inclusivo.
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