Mia Starr, de RuPaul’s Drag Race, conta bastidores difíceis e cobranças excessivas da diva pop
A drag queen e dançarina Mia Starr, conhecida por sua participação na 18ª temporada de RuPaul’s Drag Race, abriu o coração ao compartilhar detalhes de uma experiência difícil durante os ensaios do show de Jennifer Lopez no Super Bowl de 2020, em parceria com Shakira.
Um ambiente pesado e exigente
Mia descreveu os preparativos para a apresentação como um verdadeiro “inferno”. Desde o início, a drag sentiu a pressão e a cobrança intensa da cantora. Ela relembrou um momento humilhante em que Jennifer Lopez pediu para avaliar os bailarinos individualmente e, ao olhar para Mia, demonstrou desgosto, pedindo que ela tirasse a camisa para uma avaliação mais rigorosa.
Após esse episódio, Lopez fez um discurso para o elenco, reforçando a necessidade de superação e perfeição. “Vocês estão dançando para mim!”, teria dito, elevando ainda mais a tensão nos bastidores.
Modificações de última hora e desgaste emocional
Segundo Mia, Jennifer frequentemente chegava ao final dos ensaios e fazia alterações importantes na apresentação, deixando a equipe em constante estado de alerta e estresse. A cobrança não era apenas técnica, mas também envolvia aparência física e performance, tornando o ambiente de trabalho extremamente desgastante.
Documentário e compensação indignante
Mia também comentou sobre o documentário “Halftime”, lançado pela Netflix em 2022, que retrata os bastidores do show. Inicialmente, ela recusou participar oficialmente devido aos termos oferecidos pela produção. Mesmo assim, acabou aparecendo no filme, recebendo uma compensação simbólica de apenas 20 dólares, valor que considerou ofensivo e devolveu imediatamente.
Hoje, a performer é enfática ao afirmar que nunca mais toparia trabalhar em um projeto liderado por Jennifer Lopez.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da equipe da cantora sobre as declarações de Mia Starr.
Reflexões sobre o impacto na comunidade LGBTQIA+
Essa revelação de Mia Starr ilumina as dificuldades enfrentadas por artistas LGBTQIA+ nos bastidores de grandes produções, onde a busca pela perfeição pode vir acompanhada de ambientes tóxicos e abusivos. A coragem da drag em expor essas experiências reforça a importância de discutir respeito, dignidade e valorização dos corpos e identidades que muitas vezes são marginalizados mesmo em espaços de visibilidade.
Para a comunidade, é fundamental que essas narrativas sirvam de alerta para que ambientes artísticos se tornem mais acolhedores e menos excludentes, garantindo que o talento e a diversidade sejam celebrados sem sofrimento. Afinal, toda estrela merece brilhar em um palco de respeito e afeto.
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