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Drag queen sofre ataque homofóbico em festival de jazz em Cork

Krystal Queer foi agredida e deixou claro que vai continuar lutando pela visibilidade LGBTQIA+
Drag queen sofre ataque homofóbico em festival de jazz em Cork

Krystal Queer foi agredida e deixou claro que vai continuar lutando pela visibilidade LGBTQIA+

Durante o Cork Jazz Festival, em Cork, Irlanda, a drag queen Krystal Queer foi vítima de um ataque homofóbico chocante que deixou marcas físicas e emocionais profundas. Na madrugada de domingo, enquanto filmava um vídeo com sua amiga Lucina Schynning para promover um evento, Krystal foi agredida violentamente na Oliver Plunkett Street, em meio a uma multidão que celebrava o festival.

As imagens capturadas mostram o momento em que um homem desfere um chute em Krystal, fazendo seu celular cair no chão. Ao tentar registrar os agressores, Krystal foi atingida no rosto com o próprio telefone. O ataque resultou em sangramento e foi presenciado por centenas de pessoas, mas infelizmente ninguém interveio para ajudar.

Resistência e denúncia em meio à violência

Em suas redes sociais, Krystal e Lucina relataram o horror da experiência. “Estávamos apenas filmando um vídeo divertido e fomos surpreendidas por dois ataques homofóbicos não provocados”, afirmaram, pedindo que qualquer testemunha ou gravação do incidente entre em contato.

Krystal detalhou: “Um homem veio por trás e começou a nos chutar. Depois, outros homens começaram a aplaudir e incentivar a agressão. Quando tentei filmá-los, outro me acertou com o telefone. O mais revoltante foi ver tantas pessoas rindo e torcendo, sem ninguém ajudar.” Lucina complementou que, ao tentar perseguir um dos agressores, um segundo grupo atacou Krystal, que sangrou bastante.

Um chamado à ação e à solidariedade

O caso está sendo investigado pela polícia local, que confirmou o atendimento à vítima e as investigações em andamento. A agressão repercutiu na comunidade e motivou declarações de apoio, como a do representante local Padraig Rice, que ressaltou a necessidade urgente de estratégias para combater a violência de rua e proteger grupos minoritários.

Apesar do trauma, Krystal reforça seu compromisso com a luta por visibilidade e direitos LGBTQIA+. “Não estávamos atrapalhando ninguém, só nos divertindo. Mas nossa existência foi motivo para violência. Isso nos lembra da importância do que fazemos. Vamos continuar nos expressando com orgulho e coragem.”

Esse episódio doloroso expõe, mais uma vez, os desafios enfrentados pela comunidade LGBTQIA+ na busca por espaços seguros e respeito, especialmente em eventos culturais e públicos. A coragem de Krystal Queer e Lucina Schynning inspira a todos a denunciar e resistir contra o preconceito e o ódio.

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