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Drag queens sofrem ataque homofóbico em rua de Cork

Krystal Queer e Lucina Schynning enfrentam violência e denunciam crime de ódio durante festival de jazz
Drag queens sofrem ataque homofóbico em rua de Cork

Krystal Queer e Lucina Schynning enfrentam violência e denunciam crime de ódio durante festival de jazz

Em meio à celebração do Cork Jazz Festival, duas drag queens, Krystal Queer e Lucina Schynning, foram vítimas de um ataque homofóbico brutal que chocou a comunidade local e reacendeu o debate sobre segurança e respeito às pessoas LGBTQIA+ nas ruas irlandesas.

Enquanto caminhavam por uma rua movimentada durante o evento, os dois artistas foram surpreendidos por agressores que, sem provocação, agiram com violência. Em um vídeo compartilhado por elas, é possível ver Lucina sendo chutada pelas costas e Krystal sendo violentamente atingida no rosto com um celular, deixando-a sangrando e com a roupa manchada de sangue.

Coragem e resistência diante do preconceito

Apesar da gravidade do ataque, Krystal e Lucina declararam que não deixarão que essa violência apague sua luz ou sua autenticidade. Elas afirmam que continuarão sendo elas mesmas, desafiando o ódio com arte, coragem e orgulho. A dupla identificou os agressores e já fez a denúncia formal às autoridades locais, que investigam o caso como um crime de ódio.

“Este episódio é um retrato da cultura tóxica de ‘machismo’ que ainda persiste em nossa sociedade”, comentou Krystal em entrevista. Ela ressaltou que muitos não percebem o impacto devastador que esse tipo de agressão pode ter na vida das pessoas, especialmente para quem já enfrenta preconceitos diariamente.

Reação da comunidade e apelo por segurança

O incidente ocorreu diante de centenas de pessoas, mas infelizmente não houve intervenções para impedir a agressão, o que evidencia a urgência de uma mudança cultural profunda. Representantes do Partido Trabalhista da Irlanda expressaram indignação e pediram ações concretas para garantir a segurança e o respeito à comunidade LGBTQIA+.

A senadora Laura Harmon afirmou: “Essas pessoas trazem alegria, arte e cor para nossas comunidades e merecem caminhar com segurança, sem medo de serem atacadas por quem são”. Ela destacou que palavras não bastam e que é necessário um plano efetivo para combater o ódio e a violência contra minorias em todo o país.

Investigação em andamento

As autoridades policiais confirmaram o registro da ocorrência e informaram que um homem na casa dos vinte anos sofreu ferimentos que não colocam sua vida em risco. Até o momento, não houve prisões, mas a investigação prossegue com foco em responsabilizar os envolvidos.

Este episódio triste reforça a necessidade de união e resistência da comunidade LGBTQIA+ contra o preconceito e a violência. Krystal Queer e Lucina Schynning, com sua força e visibilidade, mostram que o caminho é seguir brilhando e lutando por um mundo mais justo e acolhedor.

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