Temporada traz veteranas que exaltam a força, arte e sororidade no reality drag
Com a estreia marcada para 2 de janeiro no MTV, a 18ª temporada de RuPaul’s Drag Race chega com um elenco maduro, cheio de experiências e uma energia renovada. As queens, com média de idade em torno dos 30 anos, compartilham histórias de trajetória, sororidade e a importância de representar suas raízes dentro do universo drag.
Primeiras representantes e trajetórias únicas
Kenya Pleaser, natural da Carolina do Sul, emociona ao ser a primeira da sua região no programa. Ela relembra sua vida na igreja e a reação da sua cidade quando o elenco foi divulgado: “É uma honra, um privilégio, uma mudança de vida”, afirma. Já Nini Coco destaca as comparações frequentes com Alyssa Edwards, brincando com a confusão causada em bares locais, mostrando como a cultura drag cria laços e identidades compartilhadas.
Confiança e diversidade artística
Ciara Myst enfatiza a importância da autoconfiança na arte drag, ressaltando que a autenticidade é o que conecta o público, mesmo que o estilo não agrade a todos. “Se não ressoa com um, pode ser amado por outro”, diz, defendendo a pluralidade de expressões dentro da cena drag. Athena Dion fala sobre o desafio de abrir mão do controle ao entrar num ambiente competitivo, e a nostalgia de voltar às origens na cultura club.
Comunidade, apoio e resistência
Discord Addams conta como encontrou uma comunidade acolhedora na Flórida, que a fez reconsiderar abandonar a arte drag. Para Mandy Mango, que também atua como enfermeira em saúde sexual, o drag é uma forma de dar voz e distração para uma comunidade que enfrenta muitos desafios. A maturidade das queens se reflete na empatia e no entendimento do que realmente importa dentro e fora da competição.
Irmandade em meio à competição
Apesar do nervosismo inicial sobre convivência com outras queens de personalidades fortes, Discord se surpreendeu com o carinho e apoio mútuo do grupo. Athena Dion e outras destacam a sensação de estar entre iguais, compartilhando objetivos e experiências similares, o que fortalece os laços. Myki Meeks ressalta a maturidade do elenco, que compreende o equilíbrio entre competição e respeito.
Uma temporada para fãs e artistas
As participantes acreditam que essa temporada vai inspirar os fãs, mostrando uma diversidade de drag que vai além do estereótipo “cunty stunty”. Briar Blush e outras queens celebram as amizades criadas e a experiência única que compartilharam. Jane Don’t e DD Fuego falam sobre a rápida formação de uma verdadeira família e o impacto emocional que isso gera, mostrando que o reality é também um espaço de crescimento pessoal e coletivo.
Além disso, a presença marcante das queens da Flórida, especialmente Miami, cria uma dinâmica regional forte dentro do programa, o que gerou sentimentos de intimidação e também desafios para as queens vindas de outras regiões, como Nova York.
Essa temporada do Drag Race 18 é uma celebração da arte drag em sua forma mais autêntica, madura e diversa, mostrando que o tempo só fortalece a beleza e o impacto da cultura drag na comunidade LGBTQIA+ e no público geral.
Mais do que uma competição, essa edição reforça o poder da sororidade e da representatividade, trazendo à tona a importância de espaços onde artistas LGBTQIA+ possam brilhar, se apoiar e inspirar novas gerações. A maturidade das queens traz um frescor que conecta passado, presente e futuro da cena drag, reafirmando seu lugar de resistência, criatividade e amor.
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