Evento reuniu artistas locais e regionais em noite de performances vibrantes e acolhimento no campus
Na noite do dia 27 de março, o Senior Ballroom da Washington State University (WSU), em Pullman, Washington, tornou-se palco de uma festa inesquecível para a comunidade LGBTQIA+ e seus aliados. Organizado pelo Student Entertainment Board (SEB) em parceria com a TabiKat Productions, o drag show reuniu artistas locais e regionais que entregaram performances cheias de energia, estilo e emoção, criando um ambiente seguro e acolhedor em meio à atmosfera muitas vezes conservadora da região rural do Palouse.
Um espetáculo de brilho, acrobacias e autenticidade
Antes mesmo da abertura oficial, o público já se aglomerava, ansioso para garantir um lugar próximo ao palco. Com luzes cor-de-rosa iluminando o salão e uma produção que levou meses para ser preparada, a expectativa era alta. A noite contou com a presença marcante das drag queens e kings Aquasha DeLusty, Ceasar Hart, Freedom Rights, Jazmyn J e Roderick Von Schlong, cada um trazendo sua identidade única para o espetáculo.
Jazmyn J encantou o público com múltiplas trocas de figurino, transitando entre um tutu adornado de borboletas e um casaco de pele combinado a uma peruca ao estilo Marilyn Monroe, enquanto Freedom Rights impressionou com acrobacias que incluíram piruetas e até derramamento de água durante sua performance, evidenciando a potência física e a entrega emocional da arte drag.
Roderick Von Schlong, drag king, também brilhou com números marcantes, incluindo um backbend dramático e um visual punk com moicano verde, arrancando aplausos efusivos ao interagir diretamente com o público, chegando a tirar dinheiro da boca de um espectador. Ceasar Hart, ex-aluno da WSU vindo de Seattle, trouxe um toque especial ao retornar ao campus para performar, lembrando sua trajetória e o orgulho de ser Coug, mesmo em tempos desafiadores como a pandemia.
Cultura, envolvimento e segurança em primeiro lugar
Um dos aspectos mais vibrantes do evento foi a tradição dos “tip fairies” — voluntários que circulavam entre a plateia recolhendo gorjetas para os artistas, mantendo o público conectado e participativo durante toda a noite. Essa dinâmica reforça o caráter comunitário e colaborativo da cultura drag.
Para muitos, o show foi a primeira experiência com drag, despertando fascínio e admiração. A estudante de zoologia Jillian Carter, que voltou ao evento pela segunda vez, destacou o sentimento de segurança e aceitação que o espaço proporcionou, algo fundamental para a vivência LGBTQIA+ em ambientes universitários, especialmente em regiões com forte influência conservadora.
A demanda por mais eventos como esse é clara entre estudantes e comunidade local. Embora limitações financeiras e logísticas ainda sejam obstáculos para a frequência desses shows, a energia contagiante e a resposta calorosa do público mostram que o drag é uma linguagem poderosa para construir pertencimento e visibilidade.
Um legado de resistência e celebração
Ao encerrar a noite com uma dança coletiva ao som de Chappell Roan e uma sessão de fotos que estendeu-se pelo salão, o drag show do SEB reforçou que essas expressões artísticas são mais do que entretenimento: são atos de afirmação, resistência e criação de espaços seguros para a diversidade de gênero e sexualidade.
O brilho, as acrobacias e os segredos compartilhados no palco ecoam muito além daquela noite, inspirando a comunidade LGBTQIA+ local a continuar lutando por visibilidade e respeito. Em um mundo que ainda insiste em silenciar vozes dissidentes, eventos assim são faróis de esperança e celebração, mostrando que a arte drag é vital para a construção de um futuro mais inclusivo e acolhedor.
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