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DSO estreia ‘DRAG’ em homenagem à icônica cantora queer Gladys Bentley

DSO estreia 'DRAG' em homenagem à icônica cantora queer Gladys Bentley

Orquestra de Dallas celebra legado da artista negra e queer com obra inédita e emocionante

O Dallas Symphony Orchestra (DSO) traz um sopro de orgulho e resistência para o palco do Meyerson neste fim de semana com a estreia mundial de “DRAG”, uma peça musical que homenageia Gladys Bentley, a emblemática cantora de blues queer e negra que quebrou barreiras ao se apresentar vestida com roupas masculinas na era da Renascença do Harlem.

Uma celebração poderosa da vida de Gladys Bentley

Idealizada pela premiada soprano Karen Slack, que também foi responsável pelo impulso criativo da obra, “DRAG” é uma colaboração entre mulheres extraordinárias. A compositora Kathryn Bostic criou a música que dá vida a essa narrativa provocativa e atual, enquanto a libretista Lorene Cary, também da Filadélfia como Slack e Bentley, teceu o texto que revela a força e a dor dessa rainha do blues.

Gladys Bentley foi uma das mulheres negras mais ricas de sua época, conquistando fama e fortuna durante o Harlem Renaissance com sua voz potente e estilo audacioso, vestindo-se em trajes masculinos que desafiavam as normas de gênero da época. Sua história de coragem, triunfo e trauma é um marco para a comunidade LGBTQIA+, especialmente para mulheres negras queer que até hoje lutam para serem vistas e ouvidas.

Do palco para o coração da comunidade LGBTQIA+

Karen Slack, que já brilhou em palcos como o Metropolitan Opera e recentemente conquistou um Grammy, viu em Bentley uma inspiração profunda. “Ela foi uma mulher negra queer que viveu sua verdade em voz alta numa época extremamente difícil. Precisamos conhecer essa história”, afirma Slack, que também se identifica com a necessidade de construir uma imagem forte para o palco, assim como Bentley fez.

Dirigida pela maestrina lésbica Marin Alsop, a apresentação une a potência da música clássica com a força de uma narrativa queer, reforçando a importância da representatividade e da visibilidade na arte. “DRAG” será apresentada de 7 a 9 de novembro, como parte do concerto que também inclui obras de Strauss e Brahms.

Impacto cultural e legado

A trajetória de Gladys Bentley ressoa até hoje como um símbolo de resistência e autenticidade. A estreia de “DRAG” não é apenas uma celebração artística, mas um ato político que reafirma a presença e a contribuição das pessoas queer negras na cultura e na história. É um convite para que a comunidade LGBTQIA+ se veja refletida em novas narrativas e para que o público geral compreenda a riqueza dessa diversidade.

Ao trazer à tona essa história, o DSO e suas artistas reforçam o papel vital da arte na construção de uma sociedade mais inclusiva e empática. “DRAG” não é só uma homenagem a uma estrela do passado, mas um farol para as gerações futuras, mostrando que viver com orgulho e verdade é um ato revolucionário.

Esta produção é uma oportunidade única para o público LGBTQIA+ se conectar com um legado que transcende o tempo, celebrando a coragem de quem abriu caminhos para que hoje possamos existir e brilhar. Que essa obra inspire mais vozes a contarem suas histórias e a ocuparem seus espaços com orgulho e autenticidade.

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