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dua lipa processa Samsung por uso de imagem

dua lipa processa Samsung por uso de imagem

Cantora pede cerca de R$ 75 milhões nos EUA após foto aparecer em embalagens de TVs sem autorização; entenda o caso.

Dua Lipa virou assunto entre os termos em alta no Brasil neste sábado (10), depois que veio a público uma ação movida pela cantora contra a Samsung nos Estados Unidos. Segundo a revista Variety, a artista entrou com processo no Tribunal Distrital da Califórnia e pede 15 milhões de dólares, cerca de R$ 75 milhões, por uso indevido de sua imagem em embalagens de televisores.

De acordo com as informações publicadas pelo UOL, a equipe de Dua Lipa afirma que uma foto da cantora, registrada nos bastidores do festival Austin City Limits em 2024, passou a ser usada em materiais promocionais da marca sem autorização prévia, sem contrato comercial e sem pagamento. A ação também sustenta que a artista detém os direitos autorais sobre essa imagem.

Por que Dua Lipa está em alta no Brasil?

O nome de Dua Lipa ganhou força nas buscas porque a combinação de celebridade global, disputa com uma gigante da tecnologia e pedido de indenização milionária costuma mobilizar a curiosidade do público. No Brasil, onde a cantora mantém uma base de fãs enorme e muito ativa nas redes, qualquer notícia envolvendo sua carreira rapidamente repercute.

Neste caso, o interesse foi ampliado pelo valor da ação e pelo tipo de acusação: a defesa da cantora diz que a campanha da Samsung transmitia a impressão de que havia uma parceria oficial entre a artista e a fabricante de televisores. Em outras palavras, consumidores poderiam entender que Dua Lipa endossava aqueles produtos, mesmo sem que ela tivesse autorizado essa associação.

O que a cantora alega no processo?

Segundo o relato reproduzido pelo UOL com base na Variety, os advogados de Dua Lipa afirmam que o uso da foto gerou benefício comercial para a empresa. A tese central é que a presença do rosto da artista nas embalagens ajudaria a valorizar o produto e influenciar a decisão de compra de consumidores.

A ação cita, inclusive, publicações feitas por usuários no X, antigo Twitter, para reforçar esse argumento. Em alguns desses comentários, consumidores teriam dito que escolheram o televisor depois de ver a embalagem estampada com a cantora. Para a defesa, isso ajuda a demonstrar que a suposta associação com Dua Lipa não era neutra: ela teria potencial concreto de impulsionar vendas.

Outro ponto destacado no processo é que, segundo a equipe da artista, a Samsung teria continuado usando a imagem mesmo após notificações pedindo a interrupção da divulgação. O texto da ação descreve essa postura como “desdenhosa e insensível”. Até o momento citado pela reportagem original, a empresa não havia comentado publicamente o caso.

O que esse caso diz sobre imagem, fama e publicidade?

Embora envolva uma estrela pop internacional, a discussão é bem mais ampla do que o universo das celebridades. Casos assim recolocam no centro um tema importante: o direito de imagem e os limites do uso comercial de rostos conhecidos — ou mesmo de pessoas comuns — em campanhas publicitárias.

No Brasil, o debate também encontra eco porque o uso não autorizado de imagem pode gerar responsabilização civil. A Constituição Federal protege a imagem, a honra e a vida privada, e disputas desse tipo mostram como a publicidade precisa ser cada vez mais cuidadosa ao sugerir vínculos comerciais que talvez não existam.

Para o público LGBTQ+, esse tema tem uma camada extra de interesse. Artistas pop como Dua Lipa ocupam um espaço simbólico forte na cultura queer, e a relação entre imagem pública, identidade e mercado é acompanhada de perto por fãs que entendem o peso de representatividade, branding e influência cultural. Quando uma marca tenta se beneficiar da força de uma artista sem consentimento explícito, a discussão ultrapassa o entretenimento e toca em autonomia, controle de narrativa e exploração comercial da imagem.

Na avaliação da redação do A Capa, o caso de Dua Lipa chama atenção porque expõe um ponto sensível da cultura pop contemporânea: a imagem de artistas vale dinheiro, reputação e poder de influência. Quando uma empresa de alcance global é acusada de sugerir uma parceria inexistente, o debate não é só jurídico — ele também é ético. Em um mercado cada vez mais guiado por fandoms, reconhecimento visual e associação de marca, consentimento não deveria ser detalhe.

Perguntas Frequentes

Quanto Dua Lipa está pedindo no processo?

Segundo a reportagem, a cantora pede 15 milhões de dólares, valor equivalente a cerca de R$ 75 milhões.

Por que Dua Lipa processou a Samsung?

Ela acusa a empresa de usar uma foto sua em embalagens e materiais promocionais de televisores sem autorização, contrato ou pagamento.

A Samsung já respondeu à acusação?

Até o momento informado pela notícia original, a Samsung não havia se pronunciado publicamente sobre o processo.


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