O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está eliminando milhares de documentos e postagens digitais, seguindo as ordens do presidente Donald Trump, que visa erradicar tudo que remeta a Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). A medida inclui não apenas materiais diretamente relacionados a DEI, mas também referências que apareceram em buscas por palavras-chave, levando à exclusão de conteúdos históricos relevantes. Entre os itens que estão sendo removidos estão registros sobre veteranos da Segunda Guerra Mundial, informações sobre medalhistas de honra, equipes femininas e até mesmo referências ao Enola Gay, o avião militar que lançou a bomba atômica sobre Hiroshima em 1945.
A purgação parece ter como alvo específico menções à diversidade no contexto militar, incluindo postagens em redes sociais e páginas da web que celebram eventos históricos de forma inclusiva. Palavras como “Gay” em descrições históricas estão sendo marcadas para exclusão, levando a uma crítica sobre a eficiência do sistema de busca utilizado, que não faz a distinção entre contextos. Além disso, informações aparentemente aleatórias, como fotos de competições de levantamento de peso, também foram sinalizadas para remoção.
Relatos indicam que a eliminação pode afetar até 100.000 imagens e postagens em todas as forças armadas dos EUA. Enquanto algumas postagens já foram deletadas, outras permanecem, e a falta de clareza sobre os critérios de exclusão gera preocupações. Um porta-voz do Pentágono expressou satisfação com a rápida adesão à diretiva, mas reconheceu que, em casos raros, conteúdos fora do escopo definido podem ser removidos.
As ordens para essa purgação foram dadas pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth, que também implementou a exclusão de menções a DEI nas escolas militares e ordenou a desqualificação de cidadãos transgêneros do serviço militar. Esse movimento se alinha a uma perspectiva mais ampla da administração de Trump, que tem procurado desmantelar políticas de inclusão em várias frentes, incluindo o setor privado, onde grandes empresas se curvaram à pressão para remover iniciativas de DEI. Essa estratégia traz à tona questões críticas sobre a representação e a memória histórica de grupos minoritários nas narrativas oficiais dos Estados Unidos.
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