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escala 5×2 ganha força no varejo gaúcho

Rede de supermercados no RS vai adotar duas folgas por semana e ampliar contratações; entenda por que a escala 5x2 virou debate.
escala 5x2 ganha força no varejo gaúcho

Rede de supermercados no RS vai adotar duas folgas por semana e ampliar contratações; entenda por que a escala 5×2 virou debate.

A escala 5×2 voltou ao centro das buscas no Brasil nesta semana após uma rede de supermercados da Região Metropolitana de Porto Alegre anunciar a mudança no regime de trabalho. A medida foi divulgada pela rede Santa Maria, que começará a adotar duas folgas semanais em junho na Capital e, em julho, nas demais unidades no Rio Grande do Sul.

Segundo a reportagem de GZH, a empresa tem hoje 300 funcionários em quatro lojas localizadas em Porto Alegre, Viamão e Alvorada. Para implantar o novo modelo, será necessário contratar cerca de 75 pessoas. A proposta prevê uma folga no fim de semana e outra no meio da semana, numa tentativa de tornar as vagas mais atrativas e ampliar o número de currículos recebidos.

Por que a escala 5×2 está em alta agora?

O tema ganhou tração porque toca em uma discussão muito presente no mercado de trabalho brasileiro: o desgaste da jornada 6×1 e a busca por mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal. No caso da rede gaúcha, o próprio dono da empresa, Thiago Freitas, afirmou que a decisão tem caráter estratégico. Nas palavras dele, a expectativa é usar a nova jornada como diferencial para contratação e melhorar a qualificação dos candidatos.

O interesse também cresce porque o debate não está restrito a uma única empresa. De acordo com a notícia, há projetos em tramitação no Congresso Nacional para proibir a escala 6×1 e reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas. Essas propostas ainda não foram aprovadas, mas o movimento de algumas companhias indica uma antecipação às mudanças que podem vir pela frente.

Além disso, a discussão sobre tempo de descanso conversa diretamente com uma realidade conhecida por trabalhadores do comércio, dos serviços e do varejo, setores em que fins de semana costumam ser os dias mais puxados. Quando uma empresa anuncia uma folga também no fim de semana, isso naturalmente chama atenção de quem acompanha emprego, direitos trabalhistas e qualidade de vida.

Como a mudança deve funcionar nas lojas?

A implantação da escala 5×2 será feita em etapas. Em junho, o novo regime começa na unidade de Porto Alegre. Em julho, chega às demais lojas da rede. A Santa Maria informou, segundo GZH, que precisará reforçar o quadro para dar conta da operação com mais dias de descanso para a equipe.

Hoje, a empresa opera quatro unidades e já planeja expandir. Uma quinta loja será aberta em Viamão, com investimento de R$ 6 milhões e projeto da MasterPlann. O endereço ainda não foi divulgado. Esse dado ajuda a explicar por que a adoção da nova escala aparece não só como política de RH, mas como parte de uma estratégia de crescimento.

Na prática, a lógica é simples: com mais folgas, a empresa precisa de mais gente para manter o funcionamento das lojas. Em compensação, espera ganhar competitividade na hora de recrutar. Em um setor marcado por alta rotatividade, esse tipo de mudança pode pesar bastante.

O que essa discussão diz sobre bem-estar no trabalho?

Quando a conversa gira em torno de jornada, ela não fala apenas de produtividade. Fala de saúde mental, convivência familiar, tempo livre e dignidade. Para muita gente LGBTQ+, esse ponto tem um peso ainda maior. Trabalhadores gays, bissexuais, trans e outras pessoas da comunidade muitas vezes enfrentam ambientes laborais mais hostis, sobrecarga emocional e menor rede de apoio. Ter dois dias de folga pode significar mais tempo para autocuidado, acesso à saúde, estudo, lazer e convivência comunitária.

No varejo, onde escalas extensas costumam afetar a rotina social, a possibilidade de descansar no fim de semana também ajuda quem quer manter vínculos afetivos e participação em espaços de acolhimento. Não é um detalhe pequeno. Em muitos casos, tempo livre é também condição para existir com mais qualidade.

Na avaliação da redação do A Capa, a popularização da escala 5×2 revela uma mudança importante no jeito como empresas e trabalhadores encaram a jornada no Brasil. Ainda que a decisão da rede gaúcha tenha foco em atrair mão de obra, ela reforça uma discussão legítima sobre descanso, saúde e permanência no emprego. Quando o mercado percebe que oferecer melhores condições pode ser vantagem competitiva, o debate sobre direitos trabalhistas deixa de ser apenas ideológico e passa a ser também econômico.

Por enquanto, os fatos são estes: a mudança anunciada vale para a rede Santa Maria, começa em junho em Porto Alegre, se expande em julho para outras unidades e exigirá cerca de 75 novas contratações. O resto — inclusive uma eventual mudança nacional nas regras — ainda depende da tramitação no Congresso.

Perguntas Frequentes

O que é escala 5×2?

É um modelo de jornada em que a pessoa trabalha cinco dias e folga dois na semana. No caso da rede citada, uma folga será no fim de semana e outra no meio da semana.

A escala 6×1 já foi proibida no Brasil?

Não. Segundo a reportagem, existem projetos em tramitação no Congresso para proibir a escala 6×1, mas eles ainda não foram aprovados.

Quantas vagas devem ser abertas com a mudança no RS?

A rede Santa Maria informou que precisará contratar cerca de 75 funcionários para implantar a escala 5×2 em suas lojas.


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