A homofobia latente na Rússia pode prejudicar até mesmo a vida estudantil de muitos jovens, sejam eles gays ou héteros, que queiram ter uma experiência internacional.
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O país cancelou nesta quarta-feira (1) um programa de intercâmbio de ensino médio de longa duração com os EUA, depois que um adolescente russo foi morar com um casal gay norte-americano.
O governo russo anunciou que foi cancelado o programa de futuros líderes "Exchange" (FLEX) porque os EUA violaram os termos de acordo, uma vez que "colocou uma criança com gays sem qualquer base legal".
O representante russo Pavel Astakov declarou: "Uma criança que tem uma mãe na Rússia foi entregue de forma ilegal a um casal gay nos Estados Unidos". Já o embaixador dos EUA na Rússia, John Tefft apenas lamentou a decisão.
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"Lamentamos profundamente esta decisão do governo russo para acabar com um programa que há 21 anos tem construído profundas e fortes conexões entre os povos da Rússia e dos Estados Unidos", afirmou John.
Vale lembrar que em junho de 2013, o presidente russo Vladimir Putin sancionou a lei que proíbe qualquer divulgação de "propaganda gay" para não "influenciar" crianças. Na prática, a lei proíbe com altas multas qualquer menção ao direito civil LGBT, incluindo manifestações de carinho e as paradas de orgulho à diversidade.