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Ex-embaixador britânico revela exclusão de Epstein por ser gay

Peter Mandelson diz que Jeffrey Epstein o manteve afastado das suas atividades sexuais por homossexualidade
Ex-embaixador britânico revela exclusão de Epstein por ser gay

Peter Mandelson diz que Jeffrey Epstein o manteve afastado das suas atividades sexuais por homossexualidade

Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, que foi afastado do cargo em setembro após revelações de sua proximidade com Jeffrey Epstein, falou pela primeira vez sobre o caso em entrevista à BBC. Mandelson afirmou que desconhecia as atividades criminosas do investidor condenado por tráfico e abuso sexual de menores, e que foi mantido à parte por Epstein justamente por ser gay.

Distanciamento e desconhecimento das atrocidades

Segundo Mandelson, sua orientação sexual fez com que Epstein o excluísse do círculo envolvendo as práticas sexuais ilícitas. “Acho que a questão é, por eu ser um homem gay no seu círculo, fui mantido à parte daquilo que ele estava a fazer na faceta sexual da sua vida”, declarou o diplomata.

Durante as visitas às propriedades de Epstein, incluindo sua ilha privada, Nova Iorque e Novo México, Mandelson contou que nunca presenciou a presença de jovens mulheres ou menores — apenas funcionárias domésticas de meia idade. Ele destacou que Epstein não estava presente durante suas estadias na ilha.

Repercussões e pedido de desculpas às vítimas

Apesar de manter uma relação de amizade com Epstein mesmo após sua condenação, Mandelson disse que gostaria de pedir desculpas às vítimas caso tivesse sido cúmplice ou tivesse conhecimento das atividades ilegais. “O sistema protegeu-o a ele e não a elas. Se eu soubesse, se fosse de alguma forma cúmplice ou culpado, é claro que pediria desculpa”, afirmou.

Ele expressou arrependimento pela falta de proteção e voz para as mulheres exploradas: “Arrependo-me e irei arrepender-me até morrer do facto de mulheres sem poder, mulheres a quem foi negada uma voz, não terem tido a proteção que era esperado receberem.”

Contexto do caso Epstein

Jeffrey Epstein foi condenado em 2008 por prostituição de menor na Flórida após um acordo judicial, e aguardava novo julgamento por acusações federais de tráfico sexual, com possível pena de até 45 anos, quando se suicidou em 2019 numa prisão de Nova Iorque.

O caso de Epstein continua a reverberar internacionalmente, com documentos e fotografias revelando conexões com figuras públicas de vários países, enquanto vítimas clamam por justiça e reconhecimento.

Este episódio evidencia a complexidade das redes de poder e as dificuldades enfrentadas por sobreviventes de abusos sexuais, especialmente em ambientes onde o silêncio e a exclusão são impostos.

Para a comunidade LGBTQIA+, a revelação de Mandelson traz à tona a questão das intersecções entre orientação sexual e vulnerabilidade em contextos de abuso e exploração. Além disso, mostra como o preconceito e a marginalização podem funcionar até mesmo dentro de círculos de poder, influenciando relações e percepções.

Este caso reforça a urgência de garantir espaços seguros e apoio para todas as pessoas, independentemente de sua identidade, e ressalta a importância de não permitir que qualquer tipo de discriminação esconda ou minimize abusos graves. A voz das vítimas deve sempre ser ouvida, com respeito e justiça, e a comunidade LGBTQIA+ tem papel fundamental na luta contra todas as formas de opressão e violência.

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