No dia 18 de fevereiro de 2025, o Pride Center da California State University Northridge organizou o evento “Black and Queer: Reclaiming Identity”, uma celebração que explorou a interseção das experiências Black e LGBTQ+ através da cultura ballroom. O anfitrião do workshop de vogue, Calvin Martin, que é gerente de produção criativa da House of Labeija, guiou os participantes na arte de voguear, ao mesmo tempo em que compartilhava informações sobre as raízes históricas do ballroom e promovia um espaço inclusivo para a participação dos estudantes.
Martin ressaltou a importância de entender a história desse movimento cultural. Durante o evento, os participantes foram recebidos com música de artistas negros e uma apresentação de slides que homenageou figuras significativas da comunidade queer negra, criando uma atmosfera calorosa e inclusiva. Além disso, o evento ofereceu comidas gratuitas, prêmios em sorteios, leituras de tarô e atividades educacionais e de entretenimento.
A cultura ballroom surgiu como uma resposta à exclusão de indivíduos LGBTQ+ negros e latinos dos espaços queer tradicionais, tornando-se um espaço de autoexpressão e comunidade. Os organizadores do evento destacaram que havia uma falta de eventos que incorporassem a interseccionalidade de identidades negras e queer no campus, o que motivou a realização da celebração.
“Este evento foi projetado para destacar ambas as identidades, que frequentemente não são representadas juntas”, afirmou Tam Tranh, membro da equipe do Pride Center. A influência da cultura ballroom se estende além da comunidade, moldando as identidades LGBTQ+ e negras em espaços mainstream. “É interessante ver como a cultura ballroom agora faz parte da gíria popular e da mídia”, disse Mel, um dos organizadores do evento, enfatizando a importância de se sentir à vontade em qualquer espaço.
Os organizadores expressaram o desejo de expandir o evento para uma competição de ballroom mais abrangente no futuro. “Este ano, mantivemos o evento pequeno com um workshop de vogue, mas no próximo ano gostaríamos de trazer juízes e realizar uma grande competição de ballroom”, comentou Martin. O evento não só buscou educar os estudantes, mas também criar um espaço inclusivo onde pudessem se engajar com a cultura ballroom, enfatizando que, embora a cena possa parecer intimidadora no início, sempre foi fundamentada na comunidade e na autoexpressão. Combinando história, performance e narrativas pessoais, a celebração trouxe à vida o legado da cultura ballroom, sublinhando seu impacto duradouro na formação das identidades Black e LGBTQ+.
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