Mostra reúne figurinos icônicos e reflexões sobre gênero e fama para o público LGBTQIA+
Prepare-se para mergulhar na grandiosidade da cultura pop com a exposição DIVA, que está em cartaz no Museu de Auckland, Nova Zelândia, até outubro de 2025. Essa mostra, criada pelo renomado Victoria and Albert Museum de Londres, é uma ode às divas que marcaram gerações, trazendo à tona o poder, a irreverência e a complexidade dessas figuras que se tornaram ícones da moda, da música e da performance.
Um convite à celebração da diversidade e da arte
Mais do que uma simples exposição, DIVA é uma experiência sensorial que une figurinos exuberantes, áudio interativo e narrativas que dialogam diretamente com questões de gênero, fama e identidade. Ao caminhar pelos espaços, o visitante se depara com peças históricas como o vestido azul da estreia de Maria Callas em Londres, o icônico vestido preto com franjas usado por Marilyn Monroe em Quanto Mais Quente Melhor, e o poderoso peitoral criado por Issey Miyake para Grace Jones.
Além disso, a exposição traz momentos de muita emoção, como a presença da capa usada pela diva neozelandesa Dame Kiri Te Kanawa em uma transmissão mundial para um bilhão de pessoas, e os sapatos emblemáticos de Prince, símbolo de uma sexualidade ambígua e uma presença magnética única.
Moda, música e empoderamento no centro do palco
O destaque fica por conta do figurino papal usado por Rihanna no Met Gala de 2018, considerado por muitos um dos mais marcantes e ousados da cantora, que há anos domina as red carpets com seu estilo inconfundível. Também é impossível não se encantar com o conjunto de Bob Mackie para Cher, que traduz perfeitamente a fusão entre alta costura e showbiz.
Para o público LGBTQIA+, DIVA oferece um espaço de identificação e celebração, mostrando como essas artistas desafiaram normas sociais e abriram caminhos para a expressão da diversidade de gênero e sexualidade. A presença de peças como a calça vulva usada por Janelle Monáe no videoclipe de “Pynk” reforça o compromisso da exposição em exaltar a liberdade e a potência do corpo queer.
Uma experiência imersiva que conecta passado e presente
O uso de fones futuristas que ativam áudios conforme o trajeto do visitante cria uma imersão única, permitindo ouvir as vozes e músicas emblemáticas dessas divas enquanto se admira os figurinos de perto. Essa interação traz à tona o debate sobre a relação entre atenção e exposição, temas muito caros às discussões contemporâneas sobre a fama e a cultura digital.
DIVA é, portanto, uma celebração do legado cultural feminino e queer, uma lembrança poderosa de que toda expressão artística está conectada a uma história de resistência e reinvenção. Se você está em Auckland ou planeja visitar, não deixe de viver essa experiência que é, ao mesmo tempo, um espetáculo visual e um manifesto de empoderamento.
Além de entreter, a exposição convida a refletir sobre o que significa ser uma diva hoje — uma palavra que ressoa com força em nossas lutas e celebrações diárias enquanto comunidade LGBTQIA+. Porque ser diva é, acima de tudo, ser protagonista da própria história.