De Schiaparelli a Queen Elizabeth II, veja como grandes mostras celebram a moda com olhar artístico e histórico
Hoje a moda transcende as passarelas e invade museus, ganhando status de expressão artística e cultural ao redor do globo. Em cidades como Londres, Paris, Antuérpia e Nova York, exposições icônicas revelam os bastidores, inspirações e legados de grandes nomes do universo fashion, trazendo uma experiência imersiva para quem ama estilo e história.
Moda como arte: Elsa Schiaparelli em Londres
No Victoria and Albert Museum, a mostra Schiaparelli: Fashion Becomes Art destaca a influência da estilista Elsa Schiaparelli desde os anos 1930, quando suas criações dialogavam com artistas surrealistas como Salvador Dalí. São quase 400 peças, incluindo o emblemático vestido “Lagosta” e o vestido “Esqueleto”, que atravessam décadas até as interpretações contemporâneas assinadas por Daniel Roseberry, diretor criativo da marca. A exposição, que vai até novembro, é um convite para perceber a moda como forma de arte e manifesto.
Vivienne Westwood: rebeldia e narrativa em County Durham
No Bowes Museum, a história da icônica designer punk Vivienne Westwood é celebrada com peças raras que revelam sua ousadia e seu papel como contadora de histórias através da moda. A mostra traz roupas da década de 1980 até os anos 2000, refletindo seu impacto revolucionário e seu olhar sobre o passado e o futuro da moda. O público pode conferir essa viagem até setembro de 2026.
Os Antwerp Six e o impacto na moda global
Antuérpia, na Bélgica, é berço dos Antwerp Six, grupo de designers que revolucionou o mundo fashion nos anos 1980. O MoMu Fashion Museum dedica uma exposição aos 40 anos desse coletivo, reunindo roupas, arquivos e objetos pessoais que revelam como eles desafiaram padrões e influenciaram o design contemporâneo. A mostra segue até janeiro de 2027, celebrando a criatividade que ultrapassa fronteiras.
Queen Elizabeth II: moda e poder na monarquia britânica
Para celebrar o centenário da rainha Elizabeth II, o King’s Gallery em Buckingham Palace apresenta cerca de 200 peças que contam a história da monarca pelo viés de seus looks, desde a infância até o icônico vestido de coroação. A exposição revela como cada escolha de roupa foi uma estratégia de imagem, diplomacia e simbolismo, mostrando o poder da moda para construir narrativas. A mostra estará aberta de abril a outubro de 2026.
Costume Art e Marilyn Monroe: Nova York e Londres em destaque
No Metropolitan Museum of Art, a exposição Costume Art investiga a relação entre corpo e vestimenta, unindo moda e arte em galerias repaginadas, com entrada até janeiro de 2027. Em Londres, a National Portrait Gallery homenageia Marilyn Monroe em seu centenário, apresentando retratos, objetos pessoais e vestuário que revelam a mulher por trás da lenda, até setembro de 2026.
Dior e Azzedine Alaïa em Paris: mestres da alta-costura
Na Fondation Azzedine Alaïa, Paris oferece uma mostra que contrapõe os trabalhos do próprio Alaïa e do icônico Christian Dior, ressaltando a influência do New Look de Dior sobre Alaïa. Cerca de 30 peças da coleção Dior de Alaïa são exibidas lado a lado com suas criações, evidenciando diálogos criativos que atravessam gerações.
Essas exposições de moda reafirmam que o vestuário é muito mais do que estética: é cultura, história, política e identidade. Para a comunidade LGBTQIA+, que historicamente utiliza a moda como forma de expressão e resistência, esses eventos representam um espaço de reconhecimento e inspiração. Eles convidam a celebrar a diversidade, a criatividade e a potência do estilo como linguagem universal.
Ao vivenciar essas mostras, percebemos que a moda não é efêmera, mas um poderoso meio de contar histórias e transformar realidades. Ela fortalece a autoestima e a visibilidade da comunidade LGBTQIA+, que encontra nas roupas e nos acessórios formas de afirmar suas identidades e desafiar normas sociais. Portanto, acompanhar e valorizar essas exposições é também um ato de afirmação e celebração da pluralidade que move a cultura contemporânea.
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