Diretor da Humanité chama à união popular contra o poder do capital e pelos direitos sociais
Em meio à chuva intensa da Festa da Humanité, Fabien Gay, diretor do jornal Humanité e senador comunista, subiu ao palco principal para lançar um chamado vibrante à “censura popular agora” e a preparação coletiva do período pós-Macron. Em seu discurso, ele reafirmou o compromisso com a luta por justiça social, paz e solidariedade, colocando o povo no centro da transformação política.
Um grito contra o poder do capital
Fabien Gay denunciou os 211 bilhões de euros em auxílios públicos destinados às grandes empresas, um valor que ele comparou a múltiplos orçamentos públicos essenciais, como educação e governos locais. Ele destacou que essa cifra revela a prioridade do Executivo em favorecer interesses privados em detrimento das necessidades populares.
“Reprender o controle desse gasto público é fundamental para que a riqueza gerada pelos trabalhadores deixe de ser apropriada por acionistas e passe a ser compartilhada”, afirmou o senador, convocando a população para se engajar em uma nova etapa de resistência e construção coletiva.
Construindo uma sociedade de cooperação e direitos
Para Gay, a “censura popular” significa recusar a dominação do capital e a competição individualista imposta pelo mercado. Ele defende uma alternativa baseada na cooperação, na educação crítica e na gestão coletiva dos bens comuns, como água, energia e alimentação. “Esse projeto é o que chamamos de comunismo, e precisamos de todas e todos para traçá-lo”, explicou.
O discurso também enfatizou o combate ao racismo, à xenofobia e ao fascismo, reafirmando a importância da unidade antifascista em um momento de ascensão de forças reacionárias no cenário internacional.
Solidariedade global e compromisso pela paz
Ao lado de representantes internacionais, como a embaixadora da Palestina na França, Hala Abou Hassira, Gay destacou a urgência de apoiar povos que lutam por autodeterminação e denunciar o genocídio em Gaza. Ele defendeu a libertação de presos políticos e reforçou o papel da Humanité como veículo comprometido com a paz e a justiça global.
Esta edição da festa reuniu multidões que vibraram com a música, a cultura e a esperança de um futuro diferente, onde a fraternidade e a sororidade sejam pilares de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Assim, Fabien Gay conclamou: “Engajem-se conosco, pois o verdadeiro poder está nas mãos do povo, que jamais será silenciado. Vamos juntos construir o amanhã além do Macron!”