Federação Mexicana recorre ao TAS após sanção por atos discriminatórios em partidas da seleção
A Federação Mexicana de Futebol (FMF) foi novamente penalizada pela FIFA com uma multa milionária devido ao grito homofóbico registrado em partidas amistosas da seleção mexicana. Apesar das campanhas promovidas para combater esse tipo de discriminação, a entidade internacional do futebol avaliou que os esforços não foram suficientes para erradicar o problema.
Detalhes da sanção e os episódios de discriminação
Os episódios ocorreram durante o amistoso entre México e Estados Unidos, realizado no Estádio Akron, em Guadalajara, Jalisco, no dia 15 de outubro de 2024. Conforme o Sistema de Monitoramento Antidiscriminatório da FIFA (ADMOS), o grito homofóbico foi ouvido já no início do jogo e também ao final, quando um grupo de cerca de 50 pessoas proferiu frases discriminatórias ao deixar o estádio.
A FIFA responsabilizou diretamente a FMF, com base no princípio da responsabilidade objetiva, e aplicou uma multa de 80 mil francos suíços, o equivalente a aproximadamente 1,86 milhão de pesos mexicanos – um aumento significativo em comparação à penalização anterior, que era de 20 mil francos suíços.
Campanhas insuficientes e apelo da FMF
Mesmo com campanhas como “Grita México”, em parceria com a Liga MX, e o uso do Fan ID para tentar coibir o grito homofóbico, a FIFA constatou que os resultados não foram satisfatórios. A entidade ressaltou que a persistência das manifestações discriminatórias exige medidas mais rigorosas.
Por sua vez, a FMF manifestou insatisfação com o valor da multa, argumentando que seus esforços têm sido constantes e que a situação não pode ser equiparada a episódios de racismo mais graves observados em outras federações ao redor do mundo.
FMF recorre ao Tribunal de Arbitragens do Esporte (TAS)
Em resposta à multa, a FMF decidiu recorrer ao Tribunal de Arbitragens do Esporte (TAS), buscando reverter a sanção financeira imposta pela FIFA. O TAS confirmou o recebimento da apelação, que agora será analisada para determinar a validade da penalidade.
Vale lembrar que esta não é a primeira vez que a FMF é punida pela FIFA por questões relacionadas à conduta dos torcedores. Sanções anteriores ocorreram em 2021 e 2022, além de outras punições por convocatórias irregulares e uso de raios laser em estádios.
Impacto e importância da luta contra a homofobia no futebol
O grito homofóbico em estádios é uma ferida aberta que ainda resiste no futebol, prejudicando a experiência de torcedores LGBTQIA+ e perpetuando ambientes hostis. A penalização da FMF pela FIFA reforça a urgência de políticas efetivas e a necessidade de engajamento real para promover respeito e inclusão nas arquibancadas e dentro das instituições esportivas.
Para a comunidade LGBTQIA+, acompanhar e apoiar essas batalhas é fundamental, pois o esporte deve ser um espaço de celebração da diversidade e da igualdade.
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