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Fillers no Brasil: saiba por que menos é sempre mais na beleza

O boom dos preenchimentos faciais cresce, mas o equilíbrio é essencial para evitar resultados artificiais e complicações
Fillers no Brasil: saiba por que menos é sempre mais na beleza

O boom dos preenchimentos faciais cresce, mas o equilíbrio é essencial para evitar resultados artificiais e complicações

Os preenchimentos faciais, conhecidos como fillers, conquistaram espaço no Brasil e entre a comunidade LGBTQIA+, que valoriza a expressão da identidade e a estética afirmativa. No entanto, a popularização dessas técnicas traz um alerta: menos é sempre mais. O exagero pode transformar o que deveria realçar a beleza em algo artificial e até prejudicial.

A febre dos fillers e o que dizem os especialistas

Embora muita gente associe o uso de fillers apenas a celebridades, a realidade é que no Brasil o procedimento está cada vez mais acessível e comum. As técnicas modernas utilizam substâncias à base de ácido hialurônico, um componente natural do corpo, que preenche e rejuvenesce a pele de forma segura e temporária. Mesmo assim, o crescimento acelerado do mercado preocupa especialistas, justamente pelo risco de aplicações excessivas ou mal realizadas.

O efeito conhecido como “pillow face” ou rosto inchado acontece quando múltiplas camadas de fillers são aplicadas sem critério, resultando em um aspecto artificial e distorcido. Esse fenômeno foi notório em personalidades internacionais como Madonna, que em uma premiação apareceu com o rosto visivelmente inchado e pouco natural, gerando reação imediata nas redes sociais. O chamado “filler-overfilled syndrome” é um alerta para quem deseja se beneficiar dessas técnicas sem perder a identidade e a naturalidade.

Por que o equilíbrio é fundamental

Para o público LGBTQIA+, que muitas vezes utiliza a estética para afirmar sua individualidade, é vital entender que a busca por transformações não precisa ser sinônimo de exagero. A harmonização facial, quando feita com respeito às proporções e características únicas, potencializa a autoestima e o bem-estar.

Ali Pirayesh, cirurgião plástico e referência na área, reforça que fillers podem trazer resultados incríveis quando aplicados com equilíbrio e sensibilidade. Ele explica que o ácido hialurônico, apesar de ser absorvido pelo corpo em até um ano e meio, pode acumular se usado repetidamente, especialmente em áreas do rosto que têm pouca movimentação, dificultando sua dissolução. Por isso, o acompanhamento profissional e a moderação são essenciais para evitar complicações e preservar a beleza natural.

Riscos e cuidados essenciais

Embora sejam procedimentos geralmente seguros, os fillers não são isentos de riscos. No Brasil, casos de reações adversas como bloqueio de vasos sanguíneos, inflamações e nódulos têm sido reportados, especialmente em clínicas que não seguem protocolos rigorosos.

É imprescindível buscar profissionais qualificados e certificados, que utilizem produtos aprovados e sigam as boas práticas para garantir resultados satisfatórios. Além disso, o uso do enzima hialuronidase pode ajudar a reverter excessos, mas deve ser administrado com cautela para evitar danos aos tecidos.

Conclusão: beleza com autenticidade e cuidado

Na jornada por expressar quem somos, seja por meio da maquiagem, do estilo ou dos procedimentos estéticos, a autenticidade deve ser o guia principal. A comunidade LGBTQIA+ sabe bem a importância de se sentir confortável na própria pele — e isso inclui tomar decisões conscientes sobre o uso de fillers.

Com informação, respeito ao corpo e o acompanhamento de especialistas de confiança, é possível realçar a beleza sem abrir mão da naturalidade. Afinal, quando o assunto é estética, menos é, sim, mais.

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