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Filme queer ‘Jaripeo’ revoluciona o rodeio mexicano tradicional

Filme queer 'Jaripeo' revoluciona o rodeio mexicano tradicional

Documentário estreia em Sundance e celebra identidade LGBTQIA+ em meio ao universo machista do jaripeo

O universo tradicional dos rodeios mexicanos, conhecido como jaripeo, ganha uma nova e vibrante perspectiva no documentário “Jaripeo”, que estreou no Festival de Cinema de Sundance em 2026. Dirigido por Efraín Mojica e Rebecca Zweig, o filme mergulha na cultura rural do estado de Michoacán, México, revelando uma comunidade LGBTQIA+ que desafia as normas rígidas de gênero e sexualidade.

Um olhar queer em meio ao rodeio

Para Mojica, cineasta queer que cresceu entre Riverside, nos Estados Unidos, e Penjamillo, no México, o jaripeo é muito mais que uma competição de montaria em touros: é um palco onde a masculinidade tradicional é performada com intensidade, regada a tequila e bravura. No entanto, por trás dessa fachada, floresce uma comunidade diversa que resiste e se afirma, abrindo espaço para identidades queer em um ambiente que historicamente tem sido marcado pelo machismo.

Com uma abordagem de cinéma vérité, o documentário acompanha Mojica, que também atua como narrador e protagonista, e Zweig, capturando depoimentos e cenas cotidianas dos moradores locais. Eles retratam figuras como Arturo Calderón, o palhaço de rodeio que se apresenta em drag, e Joseph Cerda Bañales, maquiador e líder comunitário com unhas longas e estilo vibrante, que infelizmente não pôde comparecer à estreia por questões de visto.

Entre tradição e resistência

O filme mostra ainda a delicada convivência entre tradição e modernidade, como a presença da igreja local e os bailes noturnos onde a música e a dança criam espaços de expressão e encontro para a comunidade LGBTQIA+. Mojica reflete sobre como, apesar das contradições, existe um cuidado mútuo e uma vontade de manter unida a comunidade.

Um dos momentos mais emocionantes é a participação de Noé Margarito Zaragoza, um ranchero que vive discretamente sua sexualidade, enfrentando o desafio de revelar sua verdade para a família e o vilarejo. A coragem dessas histórias pessoais traz um olhar sensível e humano para as complexidades da identidade em contextos rurais.

Reconhecimento e amor em Sundance

Durante a estreia em Sundance, Mojica e sua família enfrentaram o desafio de um coming out tardio e carregado de emoções. A reação da mãe de Mojica, que se declarou uma “mamãe muito orgulhosa” e declarou que “estamos no século 21”, foi um momento de acolhimento que emocionou o público e reforçou a importância do filme.

Em tempos de crescente hostilidade contra pessoas LGBTQIA+ e imigrantes, “Jaripeo” surge como uma potente declaração de resistência cultural e afetiva. Ele desmonta estereótipos sobre o México e suas comunidades, mostrando a força dos vínculos e o amor que permeia esses espaços.

Ao trazer à luz histórias de coragem e identidade em um cenário tradicionalmente conservador, o documentário “Jaripeo” representa uma conquista vital para a visibilidade LGBTQIA+ latino-americana, inspirando diálogos sobre inclusão, ancestralidade e transformação social.

Este filme reafirma que a cultura queer pode florescer em qualquer território, mesmo onde a tradição parece inabalável. É um convite para celebrar as múltiplas formas de existir e amar, conectando as raízes rurais com a diversidade contemporânea da comunidade LGBTQIA+.

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