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Fim da escala 6×1 mobiliza trabalhadores no ABC paulista

Ato em São Bernardo do Campo reúne sindicatos e destaca luta por melhores condições e combate ao machismo
Fim da escala 6x1 mobiliza trabalhadores no ABC paulista

Ato em São Bernardo do Campo reúne sindicatos e destaca luta por melhores condições e combate ao machismo

Na manhã do Dia do Trabalhador, milhares de pessoas se juntaram no Paço Municipal de São Bernardo do Campo para um ato histórico que reuniu 26 sindicatos da região do ABC paulista, todos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT). A mobilização teve como foco principal o fim da exaustiva escala de trabalho 6×1, que obriga os trabalhadores a atuarem seis dias consecutivos com apenas um dia de descanso.

Além da pauta da jornada, o evento também levantou vozes em defesa da ampliação das políticas de combate ao feminicídio, com discursos que ressaltaram a urgência da participação popular para enfrentar o machismo estrutural que ainda assola a sociedade brasileira.

Presença do governo e discursos que ecoam

O ato contou com a presença de três ministros do governo federal — Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Alexandre Padilha (Saúde) e Leonardo Sarchini (Educação) — que reforçaram o compromisso da gestão com a classe trabalhadora. Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, discursou com vigor, afirmando que o 1° de maio deve ser um dia de celebração, mas também de consciência sobre as batalhas que ainda precisam ser travadas, como a revisão da jornada 6×1, que ele espera ver aprovada no Congresso antes das próximas eleições.

“É fundamental que a luta por melhores condições de trabalho avance, e a revisão da jornada 6×1 é uma demanda histórica da nossa classe”, destacou Haddad, que também mencionou a importância da participação popular para garantir outras conquistas, como a isenção do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Trabalhadores unidos por mudanças reais

Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, celebrou o momento positivo para a categoria, com taxas de desemprego baixas, mas reforçou a necessidade urgente de reduzir a jornada de trabalho. “Produzimos a riqueza do país e agora é hora de garantir que essa riqueza se traduza em qualidade de vida, com jornadas justas e respeito ao trabalhador”, afirmou Selerges, que enfatizou a missão de pressionar o Congresso para acabar com a escala 6×1.

Cultura e resistência na festa do trabalhador

O evento também teve espaço para a cultura, com apresentações musicais que animaram o público desde a manhã. A energia tomou conta quando artistas como MC IG e Glória Groove subiram ao palco, trazendo diversidade e representatividade para a festa dos trabalhadores e trabalhadoras.

A segurança do ato foi garantida pela Guarda Municipal de São Bernardo, que atuou com firmeza para manter a ordem, apesar de um pequeno incidente registrado próximo ao palco.

Este ato em São Bernardo do Campo é um lembrete poderoso de que a luta por direitos trabalhistas e pela justiça social está longe de acabar. A escala 6×1, que consome a saúde física e mental de tantos trabalhadores, segue sendo um símbolo da necessidade urgente de reestruturação das condições laborais no Brasil.

Para a comunidade LGBTQIA+, que também está inserida nesse universo de trabalho e resistência, essa mobilização representa uma conquista coletiva e uma inspiração para continuar reivindicando espaços de respeito, inclusão e igualdade. Afinal, a luta por direitos é a luta por dignidade humana, que deve abraçar todas as identidades e vivências.

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