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Frameline50 celebra 50 anos de cinema LGBTQ+ com filmes inéditos e clássicos

Festival em San Francisco reúne mais de 140 produções queer para inspirar e revolucionar a comunidade LGBTQIA+
Frameline50 celebra 50 anos de cinema LGBTQ+ com filmes inéditos e clássicos

Festival em San Francisco reúne mais de 140 produções queer para inspirar e revolucionar a comunidade LGBTQIA+

O Frameline50, o 50º Festival Internacional de Cinema LGBTQ+ de San Francisco, chega com força total para celebrar cinco décadas de resistência, representatividade e arte queer. De 17 a 27 de junho, a cena LGBTQIA+ global se encontra na Bay Area, nos Estados Unidos, para uma programação com mais de 140 filmes de 35 países que prometem emocionar, questionar e empoderar.

Uma programação que pulsa vida e diversidade

Entre os destaques da edição estão a comédia irreverente I Want Your Sex, do icônico Gregg Araki, com Olivia Wilde e Cooper Hoffman; a estreia na direção da cantora e atriz Hayley Kiyoko, Girls Like Girls; e o terror queer Leviticus, de Adrian Chiarella. John Early, ator e roteirista, apresenta seu filme Maddie’s Secret, enquanto a estreia mundial de Our Effed Up World, dirigido por Alice Maio Mackay, traz uma trama pulsante com Jack Haven e Brandon Flynn.

O festival ainda celebra a força das histórias lésbicas com a exibição da estreia na Costa Oeste de Montreal, My Beautiful, romance sapphic dirigido por Xiaodan He e estrelado por Joan Chen, que é natural de San Francisco. Documentários impactantes também ganham espaço, como o premiado Give Me the Ball!, que conta a trajetória da lenda do esporte queer Billie Jean King, e The Brittney Griner Story, que aborda a prisão política da estrela da WNBA e as desigualdades salariais no esporte feminino.

Herança e revolução: a importância do Frameline50

Para Allegra Madsen, diretora executiva do Frameline, este festival é muito mais que uma celebração cinematográfica. “Nossos direitos estão sendo atacados agora, e é neste momento que 50 anos de cinema queer fazem toda a diferença. O legado que comemoramos é uma herança viva, e os cineastas que mostramos estão expandindo esse legado, sonhando futuros queer que ainda não imaginamos e documentando a revolução em curso”, afirma.

O festival abre com o filme Lady Champagne, de D’Arcy Drollinger, no lendário Castro Theatre, bairro histórico de San Francisco que volta a ser o coração pulsante do evento. O destaque também vai para Barbara Forever, filme central do festival, e para Hunky Jesus, que dá o pontapé inicial nas comemorações do orgulho.

Clássicos que marcaram época e novas vozes que mudam o jogo

Além das estreias, o Frameline50 homenageia a história do cinema queer com exibições de obras que mudaram o cenário, como Bound, das irmãs Wachowski; Desert Hearts, romance lésbico icônico; Paris Is Burning, documentário clássico que completa 35 anos; e Still Black: A Portrait of Black Transmen, um retrato poderoso da experiência trans negra.

O festival também valoriza a pluralidade de vozes emergentes, apresentando curtas e médias-metragens que desafiam narrativas tradicionais e exploram a fluidez das identidades queer, reafirmando que a revolução artística está sempre em movimento.

Um espaço seguro para celebrar, refletir e lutar

Em tempos de censura e retrocessos, o Frameline50 reafirma seu compromisso com a comunidade LGBTQIA+ ao abrir um espaço no coração do Castro, no Hamburger Mary’s, fortalecendo o vínculo entre a arte e a vivência queer. A programação inclui debates, homenagens e exibições que não apenas entretêm, mas também inspiram a resistência e o amor-próprio.

Os ingressos estarão disponíveis a partir de 13 de maio, e o festival acontece em diversos locais de San Francisco, Berkeley e Oakland, promovendo um encontro vibrante e acolhedor para toda a comunidade.

Este marco histórico do Frameline50 não é apenas uma celebração do passado, mas um chamado urgente para continuar lutando por visibilidade, direitos e liberdade. Afinal, a arte queer sempre foi e continuará sendo uma forma poderosa de resistência, cura e afirmação de identidade.

Para a comunidade LGBTQIA+, eventos como o Frameline50 são essenciais para fortalecer laços, inspirar novas gerações e manter viva a chama da diversidade e da inclusão. É um lembrete de que, mesmo em tempos difíceis, a arte e a cultura queer florescem, transformando o mundo com beleza e coragem.

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