Dueto potente no Global Citizen une funk carioca e tecnobrega paraense em festa de representatividade e cultura
O sábado em Belém, Pará, foi palco de um encontro que aqueceu os corações da cena musical e cultural brasileira, especialmente para a comunidade LGBTQIA+. Após suas apresentações no Global Citizen Festival Amazônia, Gaby Amarantos e Anitta protagonizaram um momento único e cheio de significado, viralizando nas redes sociais com um vídeo onde cantam e dançam juntas o sucesso “Foguinho”.
No registro descontraído, as artistas vestem blusas estampadas com a frase “Rock Doido” — uma referência à festa popular que reverbera nas periferias paraenses, símbolo da resistência cultural da região. Gaby ainda celebra Anitta, brincando ao sugerir que ela receba o título de “estrela paraense”, um gesto de carinho que reforça a união entre as duas cantoras e suas raízes musicais.
Uma fusão de ritmos e culturas
O encontro entre Gaby Amarantos e Anitta no Global Citizen trouxe à tona uma mistura rica e poderosa. Gaby apresentou seu novo show baseado no filme “Rock Doido”, que combina o tecnobrega com uma performance visual intensa e cheia de energia. Já Anitta encerrou o festival com um espetáculo feito sob medida para a ocasião, mesclando o funk carioca com o tecnobrega paraense — mostrando que a diversidade musical do Brasil é também uma expressão de identidade e resistência.
Além disso, Anitta lançou a música inédita “Só pra Tu”, uma faixa que une tecnomelody, rock doido e até um trecho do clássico “Tá Calor Tá Quente”, de Don e Mulher Filé, reforçando sua conexão com as raízes amazônicas e a cultura popular.
Representatividade que ecoa
Nas redes sociais, o vídeo das duas cantoras juntinhas cantando o refrão de “Foguinho” em várias línguas emocionou fãs e seguidores. A legenda de Gaby, que traz o refrão em português, inglês e espanhol, reforça o alcance multicultural da música e da mensagem: “NÃO ME MANDA FOGUINHO NÃO. DON’T SEND ME THAT FIRE EMOJI. NO ME MANDES ESE FUEGUITO. Foi delas @anitta”.
Comentários elogiosos destacam a força da união entre a “Princesa do Pará” e a “Rainha do Rio”, exaltando a potência que surge quando diferentes regiões e estilos do Brasil se encontram em sintonia. Essa troca cultural é especialmente significativa para o público LGBTQIA+, que encontra na música e na arte espaços de expressão, acolhimento e afirmação identitária.
O impacto cultural do encontro
Esse momento de celebração entre Gaby Amarantos e Anitta representa muito mais do que um dueto musical: é uma ponte entre o Norte e o Sudeste, entre o tradicional e o contemporâneo, entre diferentes formas de ser e existir no Brasil. Para a comunidade LGBTQIA+, que muitas vezes luta para ser vista e respeitada, essa união mostra que a diversidade é a força que move a cultura para frente.
Ao abraçar e reinventar ritmos como o tecnobrega e o funk, Gaby e Anitta afirmam que a música é um espaço seguro e poderoso para a expressão queer, para a celebração da identidade e para a construção de uma sociedade mais inclusiva. Esse encontro em Belém é uma chama que acende esperança e inspira a todos a se sentirem livres para dançar e serem quem são.
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