in

Como a Geração Z está reinventando o processo de se assumir

Três estudantes universitários compartilham suas experiências e esperanças para o futuro LGBTQIA+
Como a Geração Z está reinventando o processo de se assumir

Três estudantes universitários compartilham suas experiências e esperanças para o futuro LGBTQIA+

Nos últimos anos, temos acompanhado uma transformação social impressionante: a Geração Z, composta por pessoas nascidas entre 1997 e 2006, é responsável pelo crescimento expressivo da identificação LGBTQIA+ nos Estados Unidos, com quase um quarto dessa geração se assumindo dentro da diversidade sexual e de gênero. Esse fenômeno está mudando o cenário do “se assumir”, que para muitos já não é mais um evento único, mas um processo contínuo e multifacetado.

O que significa se assumir para a Geração Z?

Para Joseph Chan, estudante de ciência política de Brooklyn, assumir sua orientação sexual foi um caminho longo marcado por dúvidas e internalização de preconceitos. “Quando eu era mais novo, queria ter uma vida que eu chamaria de ‘normal’, que para mim significava ser hétero”, compartilha. Influências culturais, como músicas de Lady Gaga e Green Day, foram fundamentais para que ele pudesse aceitar sua identidade. Para Joseph, o ideal seria que a homossexualidade fosse tratada com indiferença, mas ele reconhece que o processo de se assumir nunca termina, pois constantemente se está revelando para novas pessoas.

Elizabeth O’Boyle, que estuda sociologia e vem de uma cidade rural próxima a Syracuse, reforça essa ideia: “Você nunca para de se assumir. Com pessoas mais velhas, no trabalho, você precisa pensar se vale a pena contar, porque agora eles vão te ver como alguém gay e isso pode mudar a dinâmica”. Ela conta que, mesmo se identificando como bissexual, na prática vive como lésbica, e que sua família, onde todos são queer, sempre teve uma postura tranquila sobre o assunto.

Já J.J. Chen, também de Brooklyn, relata que só recentemente começou a se assumir bissexual. Crescer em um ambiente religioso rígido tornou o processo mais difícil, mas a universidade lhe proporcionou um círculo social acolhedor e diverso, onde seus amigos também se assumem LGBTQIA+. Para ele, a aceitação está crescendo, e acredita que, com o tempo, a maioria das pessoas aprenderá a respeitar a identidade alheia.

O futuro do “se assumir” e a comunidade LGBTQIA+

Apesar dos avanços, o “se assumir” ainda é uma realidade para muitas pessoas, que vivem em contextos onde a heteronormatividade e o preconceito persistem. A reação conservadora, impulsionada por vozes políticas, ainda representa um desafio, mas a força e a visibilidade da Geração Z indicam um caminho de maior diversidade e compreensão.

Como bem colocou Elizabeth, “agora que há tantas pessoas LGBTQIA+, não é mais automático assumir que todo mundo é hétero”. Essa mudança cultural abre espaço para que a comunidade seja cada vez mais visível, plural e respeitada.

O processo de se assumir, reinventado pela Geração Z, revela que a identidade é fluida e que a coragem para ser autêntico precisa ser celebrada diariamente. É uma jornada contínua, que reflete não só a luta individual, mas a transformação social que impacta diretamente a comunidade LGBTQIA+, fortalecendo seus vínculos e ampliando suas conquistas.

Que tal um namorado ou um encontro quente?

A cantora e atriz se junta a Ben Stiller em sequência divertida e cheia de confusões familiares

Ariana Grande estreia no universo caótico de ‘Focker In-Law’

Semana de eventos emocionantes une comunidade LGBTQIA+ em celebração e resistência no campus

Pride Week na UCSB celebra cultura queer com força e diversidade