Entenda por que o formato de All Stars 10 causou polêmica e por que Ginger Minj merece o título
Ginger Minj é uma rainha que construiu uma trajetória incrível em RuPaul’s Drag Race. Participante da 7ª temporada, breve aparição em All Stars 2, quase vencedora em All Stars 6 e finalmente campeã em All Stars 10, sua jornada foi marcada por altos e baixos. No entanto, o título conquistado na décima temporada All Stars gerou uma onda de controvérsias, principalmente entre fãs que acusam a produção de favorecimento e manipulação. Infelizmente, esses ataques descambam para comentários preconceituosos sobre etnia e peso, ignorando o verdadeiro problema: o formato adotado em All Stars 10.
O desafio do formato: Lip Sync Smackdown e o sistema de chaves
Diferente da temporada tradicional, All Stars 10 dividiu as competidoras em três grupos, ou “brackets”. Essa mudança, aliada ao formato do Lip Sync Smackdown – uma grande batalha final de performances – acabou criando um cenário onde metade das participantes chegaram à final, mas poucas tinham reais chances de vitória. O Lip Sync Smackdown foi apresentado como o desafio decisivo, onde supostamente a melhor performer da noite levaria a coroa. Porém, isso desconsidera o histórico de vitórias e performances ao longo da temporada, algo essencial para um resultado justo.
Ginger Minj liderou a temporada com quatro vitórias em desafios, incluindo o cobiçado Snatch Game. Seguem-na Bosco e Irene, com três vitórias cada, e Jorgeous, Lydia e Daya Betty, com duas. Numa final tradicional, Ginger, Bosco e Irene figurariam como favoritas legítimas, e Jorgeous seria uma forte concorrente. No entanto, com oito rainhas na final, o formato tornou o desfecho previsível: salvo uma grande falha, Ginger praticamente não poderia perder.
Por que Ginger Minj merece o título e não é questão de favoritismo
Com um desempenho consistente, quatro vitórias em desafios, duas vitórias em lip syncs (sem contar o Smackdown) e uma postura profissional e focada, Ginger conquistou a coroa com mérito. Sua presença de palco, capacidade de emocionar na performance e energia são inegáveis. Ao contrário do que dizem alguns críticos, Ginger não foi favorecida pela produção; sua trajetória na competição prova o contrário. Além disso, o talento dela é inquestionável e reflete as qualidades de Carisma, Originalidade, Coragem e Talento que RuPaul tanto valoriza.
É lamentável que, em pleno 2025, ainda existam ataques que questionam a identidade e a etnia de uma artista, ou que tentem diminuir sua vitória por preconceitos relacionados ao corpo. Ginger Minj é uma mulher latina, plus size, que representa a diversidade e a força da comunidade LGBTQIA+ com orgulho e talento.
O verdadeiro culpado: a produção e o formato confuso
O que realmente causou a insatisfação entre muitos fãs foi o formato adotado. Ao inserir muitas competidoras na final e dar todo o peso à batalha de lip sync, a produção criou uma dinâmica que não valorizou adequadamente o desempenho ao longo da temporada. Essa estrutura levou a debates e acusações infundadas contra Ginger, quando na verdade o problema está na concepção do programa.
RuPaul sempre escolhe a vencedora que melhor representa sua marca e a essência do show. E, considerando as qualidades da Drag Race, Ginger Minj é uma campeã que merece ser celebrada. Afinal, se Jorgeous tivesse vencido, certamente parte do público também teria questionado.
Neste cenário, é importante que a comunidade LGBTQIA+ e os fãs apoiem suas rainhas favoritas, reconhecendo seus méritos e combatendo preconceitos. Ginger Minj não apenas brilhou no palco, mas também mostrou resistência diante dos ataques, reforçando sua importância como ícone da drag culture.
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