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globo rural — dendê sustentável avança no Pará

globo rural — dendê sustentável avança no Pará

Tema ganhou força após reportagem mostrar que sistema agroflorestal em Tomé-Açu elevou a produção e recuperou o solo. Entenda.

O termo globo rural entrou em alta no Brasil neste fim de semana após uma reportagem destacar um projeto em Tomé-Açu, no nordeste do Pará, que vem mudando o cultivo de dendê. A iniciativa, mostrada pelo g1 em 1º de maio, aposta no sistema agroflorestal e já registra aumento de produtividade de até 38% por planta, além de melhorar a qualidade do solo.

O assunto chamou atenção porque reúne três temas que mobilizam o debate público hoje: produção de alimentos e insumos, preservação ambiental e novos modelos de negócio ligados à bioeconomia amazônica. No caso do dendê, o interesse é ainda maior porque o óleo está presente em alimentos industrializados, cosméticos e biodiesel — e, ao mesmo tempo, carrega uma reputação internacional marcada pela associação com desmatamento em países do Sudeste Asiático.

Por que a reportagem do Globo Rural chamou tanta atenção?

O ponto central da notícia é que produtores de Tomé-Açu passaram a adotar um modelo diferente do monocultivo tradicional. Em vez de plantar apenas a palmeira do dendê, eles combinam a cultura com espécies como açaí, cacau e andiroba, em um Sistema Agroflorestal, o chamado SAF. A lógica é simples e poderosa: imitar o funcionamento da floresta para produzir mais, com maior equilíbrio ambiental.

Segundo o conteúdo exibido pelo g1, os resultados já aparecem de forma concreta. No sistema convencional, cada planta produz em média 130 quilos de cachos por ano. No SAF, esse número chega a 180 quilos. Em termos práticos, isso representa um salto de produtividade de até 38% por planta.

Outro dado relevante é a recuperação do solo. Em cerca de 17 anos, a camada de matéria orgânica teria passado de 5 centímetros para mais de 30 centímetros. Isso ajuda a explicar por que o modelo também reduz a dependência de insumos externos: o próprio sistema passa a fornecer nutrientes de forma mais natural, diminuindo a necessidade de fertilizantes químicos.

O que muda com o dendê agroflorestal no Pará?

O Pará é o maior produtor brasileiro de dendê, e Tomé-Açu tem uma trajetória agrícola muito particular. A região ganhou vocação no campo com a chegada de imigrantes japoneses na década de 1920. Mais tarde, nos anos 1960, viveu o auge da pimenta-do-reino, conhecida como “diamante negro”. Só que o uso intensivo da monocultura acabou esgotando o solo e favorecendo a fusariose, doença causada por fungo que devastou plantações locais.

Esse histórico ajuda a entender por que a experiência atual ganhou tanta repercussão. O dendê chegou à região nos anos 1980, inicialmente também em monocultivo. Com o tempo, porém, agricultores passaram a incorporar conhecimentos tradicionais amazônicos e a diversificar a produção. O resultado, agora, é um modelo que tenta combinar viabilidade econômica com regeneração ambiental.

Além do ganho produtivo, a reportagem aponta que o dendê cultivado nesse sistema pode alcançar preços entre 15% e 20% superiores aos do produto convencional. Isso ajuda a explicar o interesse crescente da indústria de cosméticos, que busca matérias-primas associadas a cadeias mais sustentáveis e com maior valor agregado.

Qual é o impacto desse debate para além do agro?

Mesmo sendo um tema do agronegócio, a discussão vai além da lavoura. Quando se fala em Amazônia, uso da terra e cadeias produtivas mais limpas, estamos falando também de trabalho, renda, clima e consumo responsável. Para a comunidade LGBTQ+, que acompanha de perto pautas de sustentabilidade, justiça social e inclusão econômica, esse tipo de iniciativa interessa porque mostra como desenvolvimento não precisa ser sinônimo de devastação.

Também vale lembrar que o dendê está presente em muitos itens do cotidiano, inclusive produtos de beleza e cuidados pessoais consumidos por diferentes públicos. Quando a origem dessa matéria-prima passa a ser discutida, cresce a pressão por cadeias produtivas mais transparentes, éticas e alinhadas com compromissos ambientais reais.

Na avaliação da redação do A Capa, o destaque dado pelo Globo Rural ao projeto de Tomé-Açu ajuda a qualificar um debate que costuma ser tratado de forma simplista. Os fatos mostram que o dendê segue sendo uma cultura cercada de controvérsias, mas experiências agroflorestais na Amazônia indicam que há caminhos mais responsáveis. O desafio, no Brasil, é fazer com que inovação, renda local e preservação caminhem juntas — sem greenwashing e com benefícios concretos para quem vive no território.

Perguntas Frequentes

Por que globo rural está em alta no Google Trends?

Porque uma reportagem recente sobre o cultivo sustentável de dendê no Pará despertou interesse nacional ao unir produtividade, meio ambiente e bioeconomia.

O que é o SAF Dendê?

É um sistema agroflorestal que combina o dendê com outras espécies, como açaí, cacau e andiroba, para reproduzir a dinâmica da floresta e reduzir impactos ambientais.

Quanto a produção aumentou em Tomé-Açu?

De acordo com a reportagem citada, a produtividade passou de cerca de 130 kg para 180 kg de cachos por planta ao ano, um ganho de até 38%.


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