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Governo de MS avança na criação da Casa de acolhimento LGBTQIA+

Espaço deve oferecer abrigo e apoio psicossocial para pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade
Governo de MS avança na criação da Casa de acolhimento LGBTQIA+

Espaço deve oferecer abrigo e apoio psicossocial para pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade

Em um importante passo para a garantia dos direitos da população LGBTQIA+ em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado iniciou a discussão sobre a criação da Casa de acolhimento LGBTQIA+. A primeira reunião do Grupo de Trabalho, realizada em 16 de junho, reuniu representantes de diversas secretarias, órgãos públicos e do Conselho Estadual LGBTQIA+ para debater a missão, estrutura e funcionamento desse espaço tão necessário.

Uma política pública que transforma realidades

A proposta da Casa de acolhimento vai muito além de um abrigo temporário. Conforme explicou a superintendente de Planejamento e Articulação Institucional da Secretaria de Estado da Cidadania (SEC), Luciana Zanela, o objetivo é estabelecer uma política pública estruturante que promova o acesso equitativo a direitos, inclusão institucional e o pertencimento da população LGBTQIA+.

“A Casa não nasce como uma resposta assistencial pontual, mas como uma política pública permanente. Ela rompe com a lógica do socorro eventual e reafirma a presença do Estado como garantidor de direitos para todas as pessoas”, ressaltou Luciana.

Espaço de escuta, diálogo e fortalecimento

Para o subsecretário de Políticas Públicas LGBTQIA+, Vagner Campos, a Casa de Direitos será um marco para a comunidade. “Essa demanda é antiga e agora damos um passo importante. O espaço servirá para rodas de conversa, escutas, seminários e mobilizações, traduzindo essas ações em políticas que impactam diretamente a vida da população LGBTQIA+”, destacou.

Já a secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, reforçou a importância da construção coletiva da Casa. “Essa é uma política nova no Estado, que precisa ser construída a muitas mãos, com protagonismo da sociedade civil, do conselho, do sistema de justiça e das secretarias. Não é um projeto imposto de cima para baixo, mas uma pauta que nasce da escuta, do afeto, para se transformar em política de Estado”, afirmou.

Local e próximos passos

O imóvel que sediará a Casa de acolhimento LGBTQIA+ já foi disponibilizado pela Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS). Localizado na Rua Dr. Temístocles, na Esplanada Ferroviária de Campo Grande, o espaço será preparado para oferecer abrigo temporário e apoio psicossocial a pessoas em situação de vulnerabilidade extrema, como vítimas de expulsão familiar, violência doméstica ou abandono institucional.

O Grupo de Trabalho tem até agosto para apresentar o projeto final da Casa de Direitos, incluindo o modelo de implantação, metodologias de atuação e levantamento de dados que embasarão as ações futuras.

Um caminho para a inclusão e o respeito

Essa iniciativa representa um avanço significativo para a comunidade LGBTQIA+ de Mato Grosso do Sul, oferecendo um espaço seguro e acolhedor que respeita e valoriza suas identidades. A Casa de acolhimento LGBTQIA+ será muito mais que um endereço; será um símbolo de pertencimento, inclusão e a garantia concreta de direitos que muitas pessoas ainda têm dificuldade de acessar.

Com essa política pública, o Governo do Estado reafirma seu compromisso de construir uma sociedade mais justa, diversa e acolhedora, onde cada pessoa LGBTQIA+ possa viver com dignidade, segurança e liberdade.

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