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Grito homofóbico marca duelo Rayados vs Dortmund no Mundial de Clubes

Grito homofóbico marca duelo Rayados vs Dortmund no Mundial de Clubes

Torcida do Monterrey repete o ato proibido pela FIFA em derrota contra Borussia Dortmund em Atlanta

Durante o confronto entre Rayados de Monterrey e Borussia Dortmund, válido pelas oitavas de final do Mundial de Clubes 2025, um triste episódio de homofobia manchou a atmosfera esportiva no Mercedes Benz Stadium, em Atlanta, Estados Unidos. A torcida mexicana, frustrada com a desvantagem no placar, recorreu ao grito homofóbico, ato já proibido e punido pela FIFA, mas que infelizmente ainda ecoa em momentos de tensão nos estádios.

O retorno do grito homofóbico

A primeira manifestação desse grito ocorreu por volta do minuto 60, após um lance polêmico dentro da área do Borussia Dortmund. A torcida do Monterrey, que clamava por um pênalti, respondeu com o grito na sequência do arremesso do goleiro Gregor Kobel. Embora tenha sido um momento breve, a repetição da manifestação ao longo do jogo revelou a persistência desse comportamento nocivo.

Já no minuto 90+1, quando o jogo parecia se encaminhar para o fim com a derrota do Rayados, o grito voltou a ser ouvido com mais força durante um lançamento do goleiro do Dortmund. O árbitro Facundo Tello não percebeu o ocorrido, o que impediu a ativação do protocolo da FIFA para coibir esse tipo de ato. Assim, o jogo prosseguiu normalmente, sem sanções para os responsáveis.

Impactos e reflexões

Apesar de a FIFA ter adotado medidas rigorosas para eliminar o grito homofóbico dos estádios, incluindo multas pesadas para federações e clubes, a repetição desse comportamento mostra que ainda há caminho a percorrer para garantir ambientes seguros e inclusivos para toda a comunidade LGBTQIA+ no futebol.

Para o público LGBTQIA+, esse tipo de manifestação representa uma agressão não apenas à dignidade, mas também à luta por respeito e igualdade dentro e fora dos gramados. A persistência do grito homofóbico em partidas importantes, como essa do Mundial de Clubes, evidencia a necessidade urgente de campanhas educativas constantes, além da aplicação rigorosa dos protocolos de combate à discriminação.

O que o futuro reserva?

Enquanto o futebol se reinventa para abraçar a diversidade, a participação ativa da torcida e dos clubes é fundamental para transformar o ambiente esportivo em um espaço de celebração da pluralidade. O episódio envolvendo o Monterrey e o Borussia Dortmund é um lembrete claro dos desafios que ainda enfrentamos, mas também da força da mobilização pela inclusão.

O grito homofóbico deve se tornar cada vez mais uma lembrança distante, substituído por manifestações de apoio que valorizem o respeito, a empatia e a diversidade. A comunidade LGBTQIA+ do esporte e seus aliados têm papel crucial nessa transformação, exigindo responsabilidade dos dirigentes e engajamento das torcidas para que o futebol seja, enfim, um lugar para todos.

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