Torcida volta a usar grito homofóbico contra goleiro Tala Rangel em partida da seleção mexicana
Na noite de 14 de outubro, a Seleção Mexicana enfrentou a Equador no Estádio Akron, em Guadalajara, em um jogo amistoso que ficou marcado por um triste episódio de intolerância: o grito homofóbico voltou a ecoar nas arquibancadas, desta vez direcionado ao goleiro Tala Rangel.
O jovem arqueiro de 25 anos, que atua pelas Chivas, foi alvo dos torcedores locais, que não pouparam demonstrações de descontentamento, ignorando o fato de que ele defendia o time “em casa”. Esse comportamento demonstra não apenas a pressão crescente sobre os jogadores, mas também a persistência de atitudes discriminatórias dentro dos estádios mexicanos.
Som local tenta abafar, mas grito homofóbico ressurge
Durante o jogo, o sistema de som do estádio tentou disfarçar o grito homofóbico com música de mariachi, mas isso não foi suficiente para impedir que o momento fosse registrado por jornalistas presentes e pela transmissão ao vivo da partida. A manifestação de intolerância, antes mais comum em jogos realizados nos Estados Unidos, agora se manifesta com força em solo mexicano, indicando que o problema ainda está longe de ser solucionado.
É importante lembrar que a FIFA já alertou a Federação Mexicana de Futebol para combater essas condutas, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, que será sediada pelo México em parceria com Estados Unidos e Canadá. A comunidade LGBTQIA+ e aliados esperam que ações concretas sejam tomadas para garantir respeito e inclusão nos eventos esportivos.
Incertezas no gol e pressão sobre o técnico Aguirre
Além da questão do grito homofóbico, o desempenho da Seleção Mexicana segue gerando dúvidas, especialmente na posição de goleiro titular para o Mundial 2026. Nem Tala Rangel nem Luis Ángel Malagón vivem seus melhores momentos, e o técnico Javier Aguirre enfrenta críticas crescentes da torcida, que em vários momentos pediu sua saída durante a partida contra a Equador.
O ambiente de pressão e insatisfação pode afetar o desempenho do time, que busca se firmar para o grande desafio do mundial em casa. Para a comunidade LGBTQIA+, a luta contra o preconceito dentro e fora de campo é parte fundamental para um futebol mais justo e acolhedor.
Enquanto a Seleção Mexicana se prepara para os próximos desafios, fica o alerta para que o grito homofóbico seja erradicado de vez dos estádios, garantindo que todos, independentemente de sua identidade, possam torcer e jogar em um ambiente de respeito e diversidade.
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