Caso envolve material sensível do tour e pode resultar em até 6 anos de prisão
O universo da música pop e da cultura negra está em alerta: Kelvin Evans, acusado de furtar músicas inéditas e outros itens sensíveis da equipe de turnê da diva Beyoncé, rejeitou um acordo judicial e agora encara um julgamento que pode levá-lo a cumprir até seis anos de prisão. O caso, que ganhou repercussão nesta semana, traz à tona não apenas a invasão de propriedade, mas também a tentativa de apropriação ilegal de materiais que carregam o peso da criação artística e da identidade de uma das maiores estrelas do mundo.
Roubo durante turnê em Atlanta
Em julho de 2025, durante a passagem da turnê “Cowboy Carter” em Atlanta, membros da equipe criativa de Beyoncé tiveram dois malotes furtados de um Jeep Wagoneer estacionado em uma garagem no Krog Street. Entre os itens roubados estavam flash drives contendo músicas inéditas e marcadas com marcas d’água, planos de turnê, listas de repertório, laptops e eletrônicos pessoais. A invasão foi violenta: o vidro traseiro do veículo foi quebrado, indicando entrada forçada.
Apesar dos esforços da polícia, parte do material digital permanece desaparecido, o que torna o episódio ainda mais grave para a equipe de produção e para os fãs que aguardam ansiosamente pelas novidades musicais.
Conexões e antecedentes criminais
As investigações apontam que Evans, que foi flagrado com várias bolsas pretas retiradas do veículo, estaria ligado diretamente ao crime. Ele foi visto deixando o local em uma bicicleta após a transferência dos itens. A polícia associou o furto a um carro Hyundai Elantra com placas da Geórgia, usado para facilitar a ação.
Além do roubo, Kelvin Evans tem um histórico criminal extenso, incluindo condenações por roubo à mão armada, agressão agravada e furto de veículo. Sua prisão inicial ocorreu em setembro de 2025 por violação de condicional, e as acusações relacionadas ao furto foram somadas posteriormente, aumentando sua exposição penal.
O que está em jogo
O julgamento, previsto para iniciar na próxima semana, poderá definir um importante precedente sobre a proteção da propriedade intelectual e o respeito à criação artística no meio musical. Com a palavra-chave “músicas inéditas de Beyoncé” em evidência, o caso chama atenção para os desafios enfrentados por artistas e suas equipes diante de crimes que ultrapassam o simples furto e atingem o âmago da expressão cultural.
Para a comunidade LGBTQIA+, que encontra em Beyoncé uma fonte de inspiração e empoderamento, essa situação reverbera profundamente. A proteção das músicas inéditas de Beyoncé é também a proteção de vozes que se fazem ouvir e que celebram diversidade, resistência e amor próprio.
Esse episódio nos lembra da importância de valorizar e defender os direitos dos artistas, sobretudo daqueles que se tornam símbolos poderosos para a comunidade LGBTQIA+. Além disso, reforça a necessidade de um olhar atento para a segurança e o respeito aos processos criativos, que são, em última instância, parte da história e da identidade cultural que nos conecta.