Direita potiguar usa caso de homofobia como arma política enquanto ignora a luta LGBTQIA+
Em Natal, Rio Grande do Norte, um episódio recente expôs a contradição da direita potiguar diante da homofobia. Um auditor fiscal aposentado foi preso acusado de ameaçar de morte o próprio filho por ser gay, um crime grave que expõe a violência simbólica e real sofrida pela comunidade LGBTQIA+. Curiosamente, figuras políticas da direita, que historicamente ignoraram ou ridicularizaram as pautas LGBTQIA+, passaram a defender a suposta inocência do agressor, clamando por sua soltura sob o argumento frágil da idade avançada do acusado.
Essa mudança repentina não é movida por empatia ou compromisso com a justiça social, mas por interesses políticos. Um secretário de Estado usou suas redes sociais para pedir a soltura do preso, numa intervenção pública sem base jurídica que escancara o cálculo político por trás do discurso. Logo depois, a direita radical se ergueu em fúria contra quem criticou essa defesa, como se tivesse descoberto o que é homofobia apenas agora, numa indignação seletiva e conveniente.
Indignação seletiva e cálculo político
É importante compreender que essa repentina preocupação com a homofobia tem mais a ver com disputas de poder do que com o combate real à violência contra pessoas LGBTQIA+. O caso virou um pretexto para atacar o governo estadual, usando a bandeira da homofobia como ferramenta política. O agressor, embora acusado de um crime grave, foi protegido por parte da direita, que só se mobiliza quando isso interessa a seus interesses eleitorais ou midiáticos.
Enquanto isso, as violências cotidianas contra a comunidade LGBTQIA+ seguem sendo ignoradas nas periferias, escolas e delegacias do Rio Grande do Norte e do Brasil, onde a homofobia mata e silencia. A hipocrisia da direita fica ainda mais evidente quando se percebe que, se o agressor fosse um militante de esquerda, o discurso seria de cancelamento total, com protestos e campanhas públicas. Mas, por ser um “cidadão de bem”, vira vítima de uma suposta injustiça.
O que está em jogo?
O que vimos é uma instrumentalização da dor e do sofrimento da comunidade LGBTQIA+ para jogos de poder e desgaste político. A defesa do acusado não é uma defesa da dignidade humana, mas um cálculo frio de quem quer usar o tema para desestabilizar o governo. Amanhã, essa mesma direita poderá relativizar os direitos conquistados pela comunidade em nome de uma suposta liberdade de expressão, mostrando que seu compromisso não é com a justiça, mas com o poder.
Essa situação reforça a necessidade de estarmos atentos e críticos diante das narrativas que envolvem a homofobia na política. A luta contra a homofobia não pode ser usada como moeda de troca eleitoral nem como arma para interesses momentâneos. É uma batalha diária pela vida, pelo respeito e pela liberdade de ser quem somos.
A comunidade LGBTQIA+ do Rio Grande do Norte e de todo o Brasil merece respeito, proteção e políticas públicas reais, não discursos oportunistas que só aparecem quando convém e somem quando o assunto é enfrentar as causas profundas da violência.
Por isso, seguimos firmes na luta por visibilidade, direitos e justiça, denunciando todas as formas de hipocrisia e manipulação que tentam apagar nossa existência ou usá-la como palco de disputa política. A homofobia é crime e precisa ser combatida com coragem, compromisso e amor.
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