Salão artístico une literatura, música e dança para fortalecer a comunidade LGBTQIA+ durante o Pride Month
Em uma noite quente e úmida de junho em Nova York, a comunidade LGBTQIA+ encontrou um espaço acolhedor e vibrante para celebrar sua diversidade e força. O evento ‘Queer House’, promovido pela Irish American Writers and Artists (IAW&A), reuniu artistas e escritores em um salão intimista no Houghton Hall Arts Community, na East 30th Street, para uma festa de arte, solidariedade e orgulho durante o Pride Month.
Uma celebração de orgulho e resistência
O encontro, conduzido pelas anfitriãs Honor Molloy e Shelley Ann Quilty, foi um convite para a reflexão e celebração das conquistas da comunidade LGBTQIA+, especialmente no contexto irlandês. Gareth Hargadon, vice-cônsul da Irlanda em Nova York, destacou os avanços pioneiros do país, que foi o primeiro no mundo a legalizar o casamento igualitário, mas também alertou para a necessidade constante de vigilância e luta contra a discriminação.
As leituras poéticas e literárias foram o fio condutor da noite. Shelley Ann Quilty emocionou a plateia com a interpretação do poema ‘Warming Her Pearls’, de Carol Ann Duffy, além de trechos sensíveis da obra de Diarmuid Fitzgerald e passagens marcantes de Oscar Wilde, um ícone queer da literatura irlandesa. Essas leituras deram voz às histórias de amor, dor e resistência que moldam a experiência LGBTQIA+.
Vozes que contam histórias de luta e esperança
S.J. de Matteo trouxe à tona uma narrativa comovente sobre um jovem de Belfast vítima de violência homofóbica, mostrando os desafios de se assumir em um ambiente hostil. A cantora e violinista Liz Hanley encantou com interpretações que misturaram o tradicional Sean-Nós e composições originais, fortalecendo a conexão entre cultura irlandesa e identidade queer.
Joseph Goodrich transportou os presentes aos anos 1930, retratando em seu romance os dilemas de um jovem gay em Hollywood sob a sombra do nazismo. Já Honor Molloy, com seu romance ‘Smarty Girl’, ofereceu um olhar sensível sobre a infância e a aceitação em uma Irlanda dominada por valores teocráticos na década de 1960, destacando a luta silenciosa das mulheres lésbicas daquele tempo.
Dança e celebração: a união em movimento
Para encerrar a noite, a Brooklyn Irish Dance Company conduziu os participantes pela tradicional dança “Gayli”, uma celebração da cultura irlandesa com um toque de inclusão. A performance trouxe alegria e união, reforçando o espírito comunitário que permeou todo o evento.
‘Queer House’ foi mais que um evento cultural; foi um espaço para reafirmar solidariedade, orgulho e compromisso com os direitos LGBTQIA+. Em meio às histórias, músicas e passos de dança, ficou claro que a comunidade, apesar dos desafios, segue firme e vibrante. A IAW&A, mesmo após a perda de figuras importantes como Brendan Costello e Malachy McCourt, mantém viva a missão de apoiar a diversidade e a inclusão, inspirando todos a caminharem lado a lado na construção de um mundo mais justo e acolhedor.
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