No é de hoje que a discriminação contra a comunidade LGBT+ se manifesta em diferentes esferas da sociedade, e o recente incidente envolvendo a congressista Susel Paredes, do partido Cambio Democrático, é um exemplo alarmante disso. No dia 3 de abril de 2025, Paredes relatou ter sido alvo de um ataque homofóbico por parte de uma repórter da emissora Willax, que a questionou de maneira desrespeitosa sobre sua identidade de gênero. Através de suas redes sociais, a congressista compartilhou um vídeo do ocorrido, onde a repórter a interroga se ela ‘se sente homem’ e a encaminha para o banheiro masculino. Esse ato de agressão, que mistura preconceito e desinformação, não pode ser confundido com liberdade de imprensa, como Paredes bem destacou: ‘Não se pode confundir liberdade de imprensa com liberdade para agredir, violentar e acosar’.
O caso gerou repercussão no Congresso, onde outros parlamentares, como Ruth Luque e Sigrid Bazán, também se manifestaram em apoio a Paredes, denunciando a violência verbal e a necessidade de proteção contra discursos de ódio. Luque, em seu discurso, pediu que a repórter fosse identificada e que medidas fossem tomadas para coibir esse tipo de comportamento, afirmando que é inaceitável a perpetuação de ideias preconceituosas e estigmatizadoras. Bazán, por sua vez, criticou a postura da repórter e enfatizou que o que a Willax fez não pode ser caracterizado como jornalismo.
Esse incidente não é apenas uma questão pessoal para Susel Paredes, mas um reflexo de como a homofobia ainda permeia o discurso público e a atuação dos meios de comunicação. É fundamental que a sociedade como um todo se una contra a discriminação e promova um ambiente mais respeitável e inclusivo, especialmente para aqueles que pertencem à comunidade LGBT+. Tais eventos ressaltam a importância de educar sobre identidade de gênero e orientação sexual, promovendo a aceitação e o respeito entre todos os cidadãos, independentemente de sua identidade. A luta contra a homofobia deve ser uma prioridade em qualquer sociedade que se considere justa e igualitária.