in

Inclusão na Ciência Ambiental: A Luta das Comunidades 2SLGBTQIA+ Contra Injustiças Ambientais

Um relatório recente da Universidade de Minnesota está colocando em evidência a necessidade de maior inclusão de indivíduos 2SLGBTQIA+ no campo da ciência ambiental. Publicado no Gender Policy Report da universidade, o estudo destaca como essas comunidades são desproporcionalmente afetadas por questões de poluição e desastres naturais, apontando para uma lacuna significativa nas políticas e planejamentos de saúde ambiental.

Michelle Bell, professora de saúde ambiental da Universidade de Yale e uma das autoras do relatório, enfatiza a importância de perspectivas diversas na ciência. “A ciência se beneficia amplamente de uma gama variada de perspectivas e insights, o que é crucial para o estudo dos riscos diferenciais por população”, comentou Bell. Ela acrescenta que a inclusão de vozes das comunidades 2SLGBTQIA+ pode também fortalecer a confiança entre comunidades e tomadores de decisão, argumentando que “a melhor ciência para auxiliar a sociedade vem de todas as vozes sendo ouvidas”.

O relatório argumenta que a discriminação muitas vezes é perpetuada por instituições que priorizam indivíduos que não são parte do grupo 2SLGBTQIA+, criando barreiras de acesso e contribuindo para que essas comunidades experienciem um maior ônus ambiental. Um exemplo citado no estudo mostra que bairros com uma maior proporção de casais do mesmo sexo apresentam maiores níveis de poluentes aéreos perigosos.

Entre as soluções recomendadas pelos autores estão a inclusão de “comunidades 2SLGBTQIA+, especialmente aquelas com identidades múltiplas marginalizadas, no planejamento e na formulação de políticas”, e um “esforço direto para recrutar mais acadêmicos e pesquisadores 2SLGBTQIA+ nesse campo”.

No entanto, a proposta enfrenta críticas de setores conservadores. Sam Karnick, do Instituto Heartland, acredita que o estudo parte do pressuposto de que resultados desiguais são sempre decorrentes de políticas falhas, exigindo intervenção governamental. Karnick critica: “Este relatório é um caso clássico de política de impacto desigual. Tudo que é ruim parece acontecer mais com a comunidade 2SLGBTQIA+, e sempre com impactos mais severos”.

A Young America’s Foundation, por outro lado, comentou que a decisão de morar em áreas com qualidade do ar subpar é voluntária, questionando a correlação direta entre a localização dessas comunidades e políticas ambientais deficientes.

O Gender Policy Report da Universidade de Minnesota busca fornecer análises tempestivas e focadas em gênero sobre propostas e desenvolvimentos de políticas federais emergentes nos EUA, mantendo um esforço não partidário e multidisciplinar para abordar essas questões críticas. A discussão sobre inclusão de comunidades marginalizadas no combate às injustiças ambientais promete ser um campo fértil para futuras investigações e desenvolvimentos políticos.

Diretor do Itaú Revela os Bastidores da Negociação que Trouxe Madonna ao Rio

Documentário Inédito Explora a Vida de Adolescentes LGBTQ+ Mórmons