Campanha contra a gripe já começou e a alta de casos graves puxados por influenza A acendeu o alerta. Saiba quem pode tomar a dose.
A busca por influenza A disparou no Brasil nos últimos dias porque a campanha de vacinação contra a gripe no SUS começou em 28 de março e porque os casos de síndrome respiratória aguda grave cresceram no país nas últimas seis semanas. Segundo a Fiocruz, a alta das internações tem sido impulsionada justamente pela influenza A.
Com esse cenário, muita gente passou a procurar informações práticas: quem pode se vacinar de graça, até quando vai a campanha e quanto custa a dose na rede privada. A campanha nacional segue até 30 de maio nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Na região Norte, a vacinação ocorrerá no segundo semestre, por causa da sazonalidade diferente do vírus.
Quem pode tomar a vacina da gripe no SUS em 2026?
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação no SUS é voltada aos grupos prioritários, que têm maior risco de desenvolver formas graves da doença. Estão nessa lista crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos e profissionais de saúde.
Além desses grupos, a imunização também é oferecida como estratégia especial para outros públicos, como puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, professores, profissionais das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário, trabalhadores portuários, trabalhadores dos Correios, além da população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade.
Também entram no grupo prioritário pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade. Entre os quadros citados estão doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes tipo 1 e tipo 2 em uso de medicamentos, imunossupressão, obesidade grau 3, pessoas transplantadas e portadores de trissomias.
Estados podem ampliar o público
Um ponto importante é que estados e municípios podem ampliar esse atendimento conforme a disponibilidade de doses e a estratégia local. Em São Paulo, por exemplo, a lista inclui pessoas com doenças crônicas como esclerose múltipla, hipotireoidismo, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer, entre outras condições.
Para a comunidade LGBTQ+, esse recorte importa especialmente quando falamos de pessoas imunossuprimidas ou com doenças crônicas. Homens gays, bissexuais e pessoas vivendo com HIV, por exemplo, costumam acompanhar de perto campanhas de prevenção respiratória, já que a orientação médica pode considerar vulnerabilidades específicas. Vale lembrar: a elegibilidade depende dos critérios de saúde definidos pelo poder público e da avaliação clínica quando necessário.
Por que influenza A está em alta agora?
O interesse cresceu por dois motivos que se cruzam. O primeiro é o início da campanha nacional de vacinação. O segundo é o avanço dos casos graves de gripe no país. Segundo o boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado em 26 de março, todas as unidades da federação registraram aumento de casos de SRAG nas seis semanas anteriores, com crescimento das internações por influenza A.
Em outras palavras, não se trata apenas de um assunto sazonal de começo de outono. Há um dado concreto por trás da tendência de busca: a circulação mais intensa do vírus e a necessidade de proteção antes que os quadros se agravem.
Quanto custa a vacina na rede privada e por que ela é anual?
Para quem não se enquadra nos grupos prioritários ou prefere buscar atendimento particular, a vacina contra a gripe custa em torno de R$ 99 na rede privada, segundo a reportagem da Folha de S.Paulo.
A aplicação precisa ser repetida todos os anos porque o vírus influenza sofre mutações frequentes. Por isso, a composição da vacina é atualizada anualmente para proteger contra as cepas com maior circulação em cada período. Além disso, a proteção diminui com o tempo, especialmente entre idosos, o que reforça a recomendação de vacinação anual.
Na avaliação da redação do A Capa, a alta de buscas por influenza A mostra como informação de serviço salva tempo — e, em muitos casos, ajuda a evitar agravamentos. Em saúde pública, comunicar com clareza quem tem direito à vacina, quando a campanha acontece e por que a dose precisa ser anual é tão importante quanto disponibilizar o imunizante. Para populações mais vulneráveis, incluindo pessoas com imunossupressão, esse tipo de orientação faz diferença real no cuidado.
Perguntas Frequentes
Quem pode tomar a vacina da gripe no SUS?
Podem se vacinar os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como crianças pequenas, gestantes, idosos, profissionais de saúde e pessoas com doenças crônicas, entre outros públicos listados na campanha.
Quanto custa a vacina contra influenza na rede privada?
Na rede privada, a vacina da gripe custa cerca de R$ 99, segundo a reportagem que puxou o tema entre os assuntos em alta.
Por que a vacina da gripe precisa ser tomada todo ano?
Porque o vírus influenza sofre mutações frequentes e a proteção da vacina diminui ao longo do tempo. Por isso, a fórmula é atualizada anualmente.
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