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jerome powell vira alvo final de Trump

Postagem com imagem do chefe do Fed na lixeira reacende a disputa sobre juros nos EUA e ajuda a explicar por que Jerome Powell está em alta.
jerome powell vira alvo final de Trump

Postagem com imagem do chefe do Fed na lixeira reacende a disputa sobre juros nos EUA e ajuda a explicar por que Jerome Powell está em alta.

Jerome Powell entrou nos assuntos mais buscados no Brasil nesta segunda-feira (5) após Donald Trump publicar, nos EUA, uma imagem em que o presidente do Federal Reserve aparece caindo dentro de uma lata de lixo. A postagem foi feita na Truth Social, poucos dias depois da última decisão de juros de Powell à frente do banco central americano, e chamou atenção também por acontecer às vésperas do fim de seu mandato, marcado para 15 de maio.

O interesse brasileiro no tema não é por acaso. Sempre que há tensão entre a Casa Branca e o Fed, o mercado global reage — e isso costuma respingar em dólar, bolsa, inflação e custo do crédito por aqui. Em um país onde muita gente acompanha o preço dos alimentos, das passagens e até das compras internacionais, o embate entre Trump e Powell deixa de ser apenas uma novela de Washington e passa a ter efeito prático no cotidiano.

Por que Jerome Powell está em alta no Brasil?

O nome de Powell subiu no Google Trends porque Trump elevou o tom de uma disputa que já vinha se arrastando desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025. Na publicação mais recente, o presidente americano escreveu que Powell seria um “desastre” para os EUA e voltou a dizer que os juros estão altos demais.

Segundo a cronologia divulgada pela imprensa, Trump pressionou repetidamente por cortes mais agressivos nas taxas. Powell, por sua vez, resistiu. Em um ano e cinco meses, promoveu apenas três reduções de juros, sendo a última em dezembro de 2025. Na reunião mais recente, o Fed manteve as taxas na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Essa resistência virou o centro do conflito. Trump defende juros menores como forma de estimular a economia, especialmente em meio a novas tarifas de importação e ao discurso de fortalecimento interno dos EUA. Powell tem sustentado que as decisões de política monetária devem seguir os dados econômicos e a lei, sem interferência política.

Como a briga entre Trump e o Fed escalou?

A relação entre os dois foi descrita como um verdadeiro cabo de guerra. Em março de 2025, Trump criticou a decisão de manter os juros estáveis. Em abril, no chamado “Dia da Libertação”, afirmou que taxas menores ajudariam a economia americana a absorver o impacto de novas tarifas.

Em maio de 2025, no primeiro encontro presencial entre ambos na Casa Branca, Trump disse a Powell que ele estava cometendo um erro ao não cortar os juros. Powell respondeu que o Fed atua de forma independente e que suas decisões dependem de indicadores econômicos, não da vontade do presidente.

Nos meses seguintes, o tom piorou. Em junho, Trump chamou Powell de “burro” e “teimoso” nas redes sociais. Em julho, passou a usar termos como “estúpido” e “cabeça oca”. Em outubro, atacou o então chefe do Fed como “incompetente”. Em novembro, a própria Casa Branca o classificou como uma “mula de teimosia”.

O conflito chegou à esfera criminal

Em janeiro de 2026, a disputa ganhou um capítulo ainda mais grave com a abertura de uma investigação criminal pelo Departamento de Justiça dos EUA contra Powell. O foco seria uma suposta má administração e declarações falsas ao Congresso sobre reformas em prédios do Fed.

Trump negou envolvimento direto, mas voltou a atacar o dirigente. Powell reagiu dizendo que a investigação estava sendo usada como forma de intimidação política e afirmou que ameaças desse tipo decorrem do fato de o Fed definir juros com base no interesse público, e não nas preferências do presidente.

Depois disso, Trump ainda declarou que não tinha planos imediatos de demiti-lo, mas sinalizou que escolheria um sucessor em breve. Kevin Warsh apareceu como principal cotado para assumir o posto quando o mandato de Powell se encerrar em 15 de maio.

O que isso significa para brasileiros e para a comunidade LGBTQ+?

Embora o episódio seja centrado na política econômica dos Estados Unidos, ele interessa ao público brasileiro porque decisões do Fed influenciam fluxos de capital no mundo inteiro. Quando o banco central americano mantém juros elevados, investidores tendem a buscar ativos em dólar, o que pode pressionar moedas de países emergentes, como o real.

Para a comunidade LGBTQ+, isso também importa. Em momentos de aperto econômico, grupos historicamente mais vulneráveis costumam sentir antes e mais forte os efeitos de inflação, crédito caro, desemprego e retração do consumo. No Brasil, onde pessoas LGBT+ ainda enfrentam desigualdades de renda, exclusão no mercado formal e barreiras de acesso a serviços, movimentos na economia global não são um detalhe técnico — eles ajudam a moldar condições concretas de vida.

Na avaliação da redação do A Capa, o caso expõe mais do que um choque de personalidades: ele coloca em debate a independência de instituições econômicas diante de pressões autoritárias. Quando um presidente transforma divergência técnica em campanha pública de humilhação, o recado não fica restrito ao mercado. Ele reforça uma lógica de ataque a freios institucionais que também costuma atingir minorias, imprensa e direitos civis.

Por enquanto, o fato central é este: Trump voltou a atacar Jerome Powell de forma pública e simbólica, num momento decisivo para a sucessão no Fed. E é justamente essa combinação de política, economia e impacto global que explica por que o nome do banqueiro virou tendência também no Brasil.

Perguntas Frequentes

Quem é Jerome Powell?

Jerome Powell é o presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Ele comanda as decisões sobre juros no país até 15 de maio de 2026.

Por que Trump criticou Jerome Powell?

Trump quer juros menores para estimular a economia americana. Powell resistiu às pressões e manteve a política monetária guiada por dados econômicos.

Por que isso repercute no Brasil?

Porque as decisões do Fed afetam dólar, investimentos e custo do dinheiro no mundo todo. Isso pode influenciar a economia brasileira de forma direta e indireta.


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