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Jerusalém esvazia na Semana Santa sob guerra

Jerusalém esvazia na Semana Santa sob guerra

Cidade Velha amanheceu quase sem fiéis na Sexta-Feira Santa, sob forte segurança e restrições. Entenda o que aconteceu.

Jerusalém entrou nos assuntos mais buscados no Brasil neste início de abril depois que a Cidade Velha amanheceu quase vazia na Sexta-Feira Santa, em 3 de abril de 2026, sob forte esquema de segurança em meio à guerra envolvendo Israel, Irã e os Estados Unidos. O esvaziamento de um dos locais mais simbólicos do cristianismo chamou atenção porque acontece justamente durante a Semana Santa, período que costuma reunir multidões de fiéis.

Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo com base em relatos de AFP e Reuters, as restrições impostas pelas autoridades israelenses e o clima de tensão provocado pelo conflito alteraram profundamente as celebrações religiosas em Jerusalém. A Cidade Velha, cercada por muralhas históricas e dividida em áreas associadas ao cristianismo, ao islã e ao judaísmo, viu suas ruas com circulação reduzida de peregrinos e moradores.

Por que Jerusalém está em alta no Brasil?

O interesse cresceu por uma combinação de fatores bem claros. Primeiro, porque a Semana Santa mobiliza milhões de brasileiros, inclusive quem acompanha o calendário religioso mais por cultura do que por prática de fé. Segundo, porque Jerusalém tem peso simbólico global: é ali que fica a Igreja do Santo Sepulcro, tradicionalmente associada, pela fé cristã, aos locais da crucificação e do túmulo de Jesus. E, por fim, porque a cena de ruas vazias em um dos pontos mais visitados do mundo reforça a dimensão humana e espiritual da guerra em curso no Oriente Médio.

A reportagem relata que o cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, chegou a ter a entrada negada na Igreja do Santo Sepulcro pelas autoridades israelenses. A passagem foi liberada depois de uma intervenção do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, que anunciou nas redes sociais ter autorizado o acesso de autoridades religiosas, citando o nome do cardeal.

O episódio ajudou a ampliar a repercussão internacional do caso. Quando até líderes religiosos enfrentam barreiras para entrar em um dos principais templos da cristandade, a mensagem que fica é a de que o conflito ultrapassou a esfera militar e já afeta diretamente ritos, deslocamentos e a vida cotidiana.

Como a guerra mudou a Páscoa na Cidade Velha?

De acordo com a Folha, a Sexta-Feira Santa em Jerusalém foi marcada por um cenário incomum: menos fiéis nas ruas, policiamento reforçado e temor de circulação. O monsenhor Hugues de Woillemont, da organização católica L’Oeuvre d’Orient, afirmou à AFP que muitas pessoas têm medo de sair e depois não conseguir voltar para casa, diante da possibilidade de agravamento da ocupação e dos ataques.

Esse clima também pesa sobre outras comunidades cristãs da região, do sul do Líbano à própria Jerusalém. A guerra, segundo a reportagem, tem ofuscado as celebrações da Páscoa e acelerado a diminuição da presença cristã no Oriente Médio. Em outras palavras, não se trata apenas de uma festa religiosa afetada por medidas de segurança, mas de um sinal mais amplo de fragilidade para grupos que já convivem há anos com instabilidade e deslocamento.

O contexto político é igualmente central. A matéria informa que o governo de Donald Trump iniciou a guerra em 28 de fevereiro, ao atacar o Irã em conjunto com Israel. Desde então, a escalada militar vem produzindo consequências humanas, econômicas e diplomáticas. O papa Leão 14, que celebra sua primeira Páscoa como pontífice, deve adotar um discurso observado de perto por causa desse cenário.

Nesta sexta-feira, ainda segundo o Vaticano, Leão 14 telefonou para o presidente de Israel, Isaac Herzog, e pediu que fossem reabertos “todos os caminhos de diálogo” para encerrar os ataques. No domingo anterior, durante a missa de Ramos, o papa lamentou que cristãos estejam sofrendo as consequências de um “conflito atroz” e sem conseguir viver plenamente os ritos dos dias santos.

O que esse cenário representa além da religião?

Mesmo para quem não é cristão, o esvaziamento de Jerusalém durante a Semana Santa tem um significado político e humanitário forte. A Cidade Velha é um espaço onde fé, memória, turismo, disputa territorial e identidade convivem o tempo todo. Quando a guerra interrompe esse fluxo, ela não atinge só cerimônias: atinge trabalho, circulação, pertencimento e a sensação mínima de normalidade.

Para a comunidade LGBTQ+ brasileira, esse tipo de cobertura também importa porque conflitos armados e políticas de exceção costumam afetar de forma ainda mais dura grupos vulneráveis, minorias religiosas e pessoas dissidentes. Em contextos militarizados, direitos civis tendem a encolher, e populações já expostas a discriminação ficam mais invisibilizadas. Ainda que a reportagem da Folha não trate especificamente de pessoas LGBTQ+, o debate sobre liberdade de circulação, proteção da vida civil e respeito à diversidade religiosa conversa diretamente com valores caros à nossa comunidade.

Na avaliação da redação do A Capa, o que acontece em Jerusalém nesta Semana Santa ajuda a lembrar que guerras não devastam apenas fronteiras e infraestrutura: elas também corroem símbolos, ritos coletivos e espaços de convivência. Quando um lugar central para três religiões monoteístas amanhece vazio por medo e restrição, o mundo inteiro recebe um alerta sobre o custo humano da escalada militar.

Perguntas Frequentes

Por que Jerusalém ficou vazia na Sexta-Feira Santa?

Segundo a Folha de S.Paulo, a Cidade Velha teve circulação reduzida por causa do forte esquema de segurança e das restrições impostas em meio à guerra no Oriente Médio.

O que aconteceu com o cardeal Pizzaballa?

Ele teve a entrada negada na Igreja do Santo Sepulcro pelas autoridades israelenses, mas depois foi liberado após intervenção anunciada por Binyamin Netanyahu.

Qual a relação entre a guerra e a Semana Santa em Jerusalém?

O conflito alterou o acesso a locais sagrados, esvaziou celebrações e aumentou o medo entre fiéis e moradores, afetando diretamente os ritos da Páscoa na cidade.


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