Com muito humor e crítica, atriz comenta ataques de Trump a ícones negros em seu retorno ao The Daily Show
Jessica Williams voltou ao palco do The Daily Show para um momento afiado e necessário: ela rebateu os ataques do ex-presidente Donald Trump contra personalidades negras de destaque, como Beyoncé e Oprah Winfrey. Em uma participação especial na atração, a atriz e comediante usou seu humor para denunciar o que chamou de uma ofensiva de Trump contra “todas as pessoas negras excepcionais”.
A polêmica começou quando Trump, em uma publicação no Truth Social, pediu a prisão de Kamala Harris e também de celebridades que apoiaram a vice-presidente, incluindo Oprah e Beyoncé. Jessica não deixou barato: “Ah, não, não, não, não Beyoncé, isso é mentira! Estou aqui porque já cansei do Trump. Ele precisa ser transparente sobre o caso Epstein. Estou exausta disso tudo”, desabafou, entrando no quadro ao lado do apresentador Jon Stewart.
Atacando para desviar atenção
Entre risadas e críticas, Jessica explicou que esse comportamento político é uma tentativa de Trump de desviar o foco dos escândalos envolvendo o ex-presidente, especialmente a pressão para que ele libere documentos relacionados ao criminoso sexual Jeffrey Epstein. “Ele está tentando jogar toda pessoa negra que conhece na frente do escândalo para nos distrair”, afirmou.
Ela citou que Trump já havia liberado arquivos de Martin Luther King Jr. e acusado Barack Obama de traição, e agora mira em figuras como Oprah e Beyoncé. “Quem será o próximo? Michael Jordan? Michael B. Jordan? Michael C. Jordan?”, brincou.
Humor para enfrentar o absurdo
Jessica, que foi indicada ao Emmy por seu trabalho na série Shrinking, ainda fez piada com o fato do ex-presidente poder até mesmo acusá-la de algo absurdo: “Estamos a uma semana de ele dizer que Urkel fez 11 de setembro. Urkel? Ele não fez isso, Jon, ele não estava nem perto das torres naquele dia”.
Por fim, a atriz ironizou sobre seu próprio status: “Espero que tudo isso acabe antes que ele chegue até mim”. Stewart tentou tranquilizá-la, mas Jessica rebateu com bom humor: “Não sou uma pessoa negra excepcional o suficiente para ele? Eu nem famosa o bastante para ser acusada de traição ou de fazer 11 de setembro?”.
Essa participação especial de Jessica Williams é um lembrete poderoso de como o humor e a representatividade negra podem ser armas fundamentais para combater ataques e desinformação, especialmente em tempos tão polarizados. O público LGBTQIA+ encontra nessa postura uma inspiração para resistir e celebrar as vozes negras que se levantam contra injustiças.
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