Ator de Wicked compartilha experiência e luta por jovens LGBTQIA+ nas escolas britânicas
Jonathan Bailey, conhecido por seu papel em Wicked: For Good e pela interpretação de Lord Anthony em Bridgerton, abriu seu coração sobre as dificuldades de crescer como um jovem gay na escola. Em uma conversa exclusiva, ele revelou sentir medo, solidão e limitações por conta de sua sexualidade durante a infância e adolescência.
Uma luta diária pela aceitação nas escolas
O ator é patrono da organização britânica Just Like Us, que trabalha para apoiar estudantes LGBTQIA+ em escolas do Reino Unido. Segundo pesquisas conduzidas pela instituição, jovens LGBTQIA+ entre 11 e 18 anos têm o dobro de chances de sofrer ansiedade, depressão e bullying em comparação com seus colegas heterossexuais, além de apenas metade deles se sentirem seguros diariamente no ambiente escolar.
Jonathan relembra: “Percebi muito cedo que algo tão essencial sobre quem eu era não era seguro nem celebrado”. Para ele, essas experiências são muito comuns e refletem um sistema educacional que ainda precisa avançar para garantir inclusão e acolhimento.
Educação e representatividade como ferramentas de mudança
Além de atuar, Bailey usa sua visibilidade para fomentar diálogos sobre diversidade e inclusão. Ele acredita que a educação pode ser um caminho para quebrar narrativas limitantes que atingem não só a sexualidade, mas também raça, classe social e origem. “Ser capaz de dizer quem você realmente é e ser vulnerável nesses anos formativos é inspirador para todos na sala de aula”, afirma.
O ator também comenta sobre os cortes orçamentários que ameaçam programas educacionais e ações afirmativas nas escolas. “Os recursos estão sendo comprimidos e conversas importantes, como as promovidas pela Just Like Us, correm risco de desaparecer. Isso é muito triste”, lamenta.
Representação LGBTQIA+ no entretenimento e resistência
No elenco de Wicked: For Good, Jonathan Bailey se junta a outros artistas LGBTQIA+ como Cynthia Erivo, Bowen Yang e Colman Domingo, que dá voz ao Leão Covarde. A presença desses atores e personagens abertamente queer é um marco contra estigmas antigos, quando assumir a própria sexualidade era considerado um risco para carreiras artísticas.
No entanto, a representatividade ainda enfrenta resistência. Grupos conservadores como One Million Moms tentam boicotar a sequência do filme, alegando que a obra “normaliza o estilo de vida LGBTQ” para crianças. Para Jonathan, essa oposição não o intimida: “Não dou atenção a isso. O que importa é poder conversar com o pequeno Johnny que está assistindo e mostrando que é possível ser quem se é”.
Com a estreia de Wicked: For Good nos cinemas do Reino Unido, a mensagem de esperança, coragem e autenticidade ressoa para além das telas, alcançando jovens que precisam de modelos e apoio em seus ambientes escolares e sociais.
Essa narrativa de superação de Jonathan Bailey é um lembrete poderoso de que o acolhimento e a representatividade podem transformar vidas. Para a comunidade LGBTQIA+, ver suas histórias refletidas nas artes e na educação é um passo fundamental para construir espaços mais seguros e inclusivos, onde a diversidade não só é tolerada, mas celebrada.
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