Apresentadora contou por que decidiu viver sua relação às claras e como os filhos reagiram ao namoro com uma mulher; entenda.
A jornalista e apresentadora Leilane Neubarth, de 67 anos, voltou ao centro das buscas no Brasil nesta semana após relatar, em entrevista publicada na segunda-feira (11), como decidiu assumir publicamente seu relacionamento com uma mulher. O assunto ganhou força nas redes e no Google depois que a comunicadora explicou por que não quis esconder a própria vida afetiva.
Em conversa com o podcast Tantos Tempos, repercutida pela CNN Brasil, Leilane afirmou que, ao perceber interesse e atração por mulheres, preferiu viver essa descoberta com honestidade. Segundo ela, não fazia sentido se esconder, especialmente por já ter autonomia sobre a própria vida há décadas. A fala repercutiu porque toca num ponto muito sensível para muita gente LGBTQIA+: a ideia de que nunca existe “idade certa” para se reconhecer, se assumir ou reorganizar a própria história.
Por que o nome da jornalista entrou em alta?
O termo “jornalista” apareceu entre os assuntos mais buscados porque o público quis saber mais sobre quem estava por trás da declaração. Leilane Neubarth é um rosto conhecido da televisão brasileira e sua fala teve ampla circulação justamente por unir visibilidade, afeto e identificação. Em vez de um relato dramático, o que chamou atenção foi o tom direto: ela descreveu sua experiência como parte natural da vida, sem pedir licença para existir.
A apresentadora contou que foi casada duas vezes com homens antes de assumir o namoro com a iluminadora Mari Pitta. Ela também fez questão de esclarecer que foi feliz em seus relacionamentos anteriores. Esse detalhe importa porque ajuda a desmontar uma visão simplista sobre sexualidade, como se toda trajetória precisasse caber em rótulos fixos ou em narrativas lineares. Para muitas pessoas, o desejo, o afeto e a identidade podem ser vividos de formas diferentes ao longo do tempo.
Como foi a reação da família ao namoro com uma mulher?
Leilane relatou que vivia um momento triste após a separação do segundo marido, com quem ficou casada por 22 anos. Aos poucos, os filhos perceberam que ela estava muito feliz. Foi então que decidiu explicar o motivo: disse a eles que estava apaixonada por uma moça.
De acordo com o relato, o filho mais velho recebeu a notícia sem se importar com o gênero da parceira. Já o mais novo, que era fruto do casamento encerrado mais recentemente, levou dois dias para processar a informação. Depois desse tempo, ligou para a mãe para dizer que o que realmente importava era vê-la feliz. Hoje, segundo a jornalista, a convivência familiar acontece de forma leve. Ela descreveu encontros em que ex-maridos, atuais companheiras e outros familiares convivem juntos, num cenário marcado mais por maturidade do que por conflito.
O que essa fala representa para a comunidade LGBTQIA+?
A repercussão vai além da curiosidade sobre a vida de uma figura pública. Quando uma mulher conhecida da TV brasileira fala abertamente sobre descobrir novos afetos depois dos 50, ela amplia o repertório de representações LGBTQIA+ na mídia. Isso é relevante porque ainda há pouca visibilidade para histórias de pessoas maduras, especialmente mulheres, que vivem processos de saída do armário fora do padrão mais jovem e mais midiático.
Também chama atenção o fato de Leilane ter associado sua decisão à independência e à autonomia. Ao dizer, em resumo, que paga suas contas e não viveria escondida, ela verbaliza algo muito presente na experiência de muitas pessoas LGBT: a liberdade de existir sem submeter a própria felicidade ao julgamento alheio. No Brasil, onde a LGBTfobia ainda produz silenciamentos dentro e fora das famílias, relatos assim têm peso simbólico.
Visibilidade tardia também é visibilidade
Para parte do público, o caso reacende uma conversa importante sobre como a sexualidade pode ser compreendida ao longo da vida. Nem toda pessoa LGBT se assume na adolescência ou no início da vida adulta. Há quem demore por medo, convenções sociais, casamento heterossexual anterior, pressão familiar ou simplesmente porque só mais tarde conseguiu nomear o que sentia.
Quando uma jornalista conhecida compartilha essa vivência sem transformar tudo em escândalo, ela ajuda a normalizar uma realidade que sempre existiu. E isso pode fazer diferença para quem está vivendo processo parecido em silêncio.
Na avaliação da redação do A Capa, a repercussão do relato de Leilane Neubarth mostra como ainda é potente ver figuras públicas tratarem a vivência LGBTQIA+ com naturalidade, especialmente fora do recorte da juventude. Em um país onde o reconhecimento da união homoafetiva pelo STF já soma mais de uma década, a aceitação social ainda avança em ritmos desiguais. Por isso, histórias de autonomia, afeto e acolhimento familiar seguem sendo notícia — e também referência.
Perguntas Frequentes
Quem é a jornalista que está em alta no Google?
Trata-se de Leilane Neubarth, apresentadora de TV que repercutiu ao falar sobre seu relacionamento com uma mulher e o processo de se assumir publicamente.
O que Leilane Neubarth disse sobre se assumir?
Ela afirmou que, ao descobrir atração por mulheres, decidiu viver esse afeto sem se esconder, destacando sua independência e o direito de conduzir a própria vida.
Como os filhos reagiram à notícia?
Segundo a jornalista, um filho recebeu a informação com tranquilidade e o outro precisou de dois dias para processar, mas depois disse que o importante era vê-la feliz.
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