Ultradireitista homofóbico e defensor da ditadura de Pinochet vence presidência no Chile
José Antonio Kast, conhecido como o “Bolsonaro chileno”, foi eleito presidente do Chile com 58,1% dos votos, prometendo governar o país entre 2026 e 2030. O ex-deputado ultradireitista, de 59 anos, carrega em seu discurso uma forte defesa da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) e posicionamentos conservadores que ameaçam os direitos da comunidade LGBTQIA+ e outras minorias.
Um perfil conservador e autoritário
Casado e pai de nove filhos, Kast é um devoto católico que rejeita o aborto até mesmo em casos de estupro, é contra a pílula do dia seguinte, o divórcio e o casamento homoafetivo. Sua campanha foi marcada por um discurso de “mão dura” na segurança pública e na imigração, propondo a deportação de mais de 330 mil migrantes irregulares no Chile, muitos dos quais são injustamente culpados por ele pelo aumento da criminalidade.
Ele defende o aumento do armamento policial e até admitiu possuir um revólver, reforçando sua imagem de linha dura. Kast promete medidas radicais, como cercas nas fronteiras com a Bolívia e o Peru, inspiradas em políticas de líderes populistas como Donald Trump e Nayib Bukele.
Legado controverso e discursos perigosos
Filho de alemães, o passado familiar de Kast também é alvo de controvérsia, com investigações jornalísticas revelando que seu pai foi membro do partido nazista, embora Kast negue essa associação. Ele mesmo defende com orgulho o legado do regime militar chileno, o que é motivo de preocupação para grupos que lutam por direitos humanos e contra a homofobia.
Ao fundar o Partido Republicano, Kast consolidou uma base ultraconservadora que busca resgatar um passado autoritário, rejeitando avanços sociais e direitos conquistados pela população LGBTQIA+ e outras minorias.
O impacto para a comunidade LGBTQIA+
Com sua vitória, o Chile enfrenta um retrocesso em direitos civis, principalmente para pessoas LGBTQIA+. Kast se posiciona contra o casamento homoafetivo e direitos trans, reforçando um clima de intolerância e exclusão. A ascensão desse perfil político evidencia a urgência de fortalecer as lutas por igualdade e respeito em toda a América Latina.
Essa eleição traz um alerta para o mundo: a democracia está em risco quando figuras autoritárias com discursos de ódio ganham espaço. Para a comunidade LGBTQIA+, a vitória de Kast representa um desafio ainda maior para resistir e conquistar visibilidade e direitos. O momento exige união, mobilização e esperança para transformar o cenário político e social em algo mais inclusivo e justo.
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