Artista drag queen é perseguido, agredido e ameaçado por criminoso que usou insultos LGBTQIA+ na capital sul-mato-grossense
Na madrugada do último dia 24, um jovem de 26 anos, que se identifica como Léo e atua como drag queen, muralista, DJ e maquiador, passou por uma experiência aterrorizante nas ruas do centro de Campo Grande, MS. Enquanto voltava do trabalho acompanhado de um amigo, Léo foi abordado por um motociclista que anunciou um assalto com gritos agressivos e homofóbicos.
O criminoso, ainda não identificado pelas autoridades, perseguiu Léo pelas ruas próximas à Rua 14 de Julho e à Avenida Afonso Pena. Mesmo com a tentativa da vítima e seu amigo de fugir, o motociclista conseguiu alcançá-los e iniciou as agressões. Durante o ataque, o agressor proferiu xingamentos como “bicha” e “viado”, reforçando o teor de LGBTfobia do crime.
Em busca de ajuda, Léo e seu amigo tentaram chamar a atenção de motoristas e pessoas próximas, mas foram ignorados. Ao buscar abrigo em uma lanchonete, o jovem foi surpreendido novamente pelo agressor, que invadiu o local, pegou uma faca de cozinha e ameaçou Léo colocando o objeto em seu pescoço.
O pesadelo só terminou quando o motociclista desistiu ao perceber a aglomeração de pessoas no local. Léo ficou com escoriações nos cotovelos e pernas devido às agressões sofridas.
Denúncia e busca por justiça
Com o apoio de um professor presente na lanchonete, Léo foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) para registrar o boletim de ocorrência. O jovem formalizou queixa por lesão corporal dolosa e por injúria qualificada pela motivação LGBTfóbica, ressaltando a gravidade dos ataques motivados pelo preconceito.
Este episódio evidencia os riscos e a violência que pessoas LGBTQIA+ ainda enfrentam em espaços públicos, reforçando a importância da visibilidade, do acolhimento e das políticas de combate à LGBTfobia na sociedade.
Importância da denúncia e solidariedade
Casos de agressão homofóbica, como o vivido por Léo, são um chamado urgente para que a comunidade e as autoridades estejam atentas e atuantes na proteção dos direitos LGBTQIA+. Denunciar é fundamental para combater a impunidade e garantir que a violência motivada pelo preconceito não continue a silenciar e ferir tantas vidas.
Em meio à dor e ao medo, a coragem de Léo em buscar auxílio e registrar a ocorrência inspira a luta por um mundo mais seguro e respeitoso para todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.
Este relato reforça que o enfrentamento à LGBTfobia deve ser uma prioridade social, com investimentos em educação, prevenção e apoio às vítimas, para que episódios de violência motivados pelo ódio se tornem cada vez mais raros e, no futuro, inexistentes.
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