Drag queen e faixa preta cria espaço seguro para pessoas LGBTQIA+ aprenderem jiu-jitsu em Eugene, Oregon
Em Eugene, Oregon, uma revolução silenciosa acontece aos domingos na sede da Lavender Network, o único centro comunitário totalmente LGBTQIA+ da cidade. Lá, o clube de grappling queer, fundado e conduzido pela drag queen e faixa preta Judy Jitsu, abre portas para que pessoas queer e trans possam aprender jiu-jitsu em um ambiente acolhedor e seguro.
Judy Jitsu, que acumula 16 anos de experiência nas artes marciais e dois anos de carreira como drag, idealizou o clube como uma resposta direta à dificuldade que muitos LGBTQIA+ enfrentam em academias tradicionais, onde o ambiente pode ser hostil, excludente ou até mesmo inseguro. “É um esporte muito íntimo, e entrar em um espaço cis-heteronormativo pode ser assustador para quem é queer. Você precisa se conectar fisicamente com pessoas que nem sempre respeitam sua identidade”, explica Judy.
Um espaço para todxs
Desde sua primeira aula em fevereiro de 2025, o clube cresceu rapidamente, superando as expectativas iniciais com uma participação que chegou a 24 pessoas logo na estreia. O que era para ser um pequeno grupo virou uma comunidade vibrante, que reúne desde estudantes universitárixs até pessoas na faixa dos 40 anos, incluindo uma diversidade de identidades e origens, com especial atenção para a inclusão de pessoas BIPOC.
Alunxs como Nico e Valentia Blackwolf compartilham que, antes de encontrarem o clube, enfrentavam transfobia e exclusão em outras academias. Aqui, eles encontraram não só técnicas de luta, mas uma atmosfera de respeito, afeto e suporte mútuo. “É uma vibe familiar, sem aquela pressão de idolatrar figuras masculinas que dominam o espaço em academias tradicionais”, comenta Valentia.
Mais que um esporte, uma afirmação
O clube não é apenas um local para aprender defesa pessoal, mas um espaço político e cultural onde o corpo queer se reconhece, se fortalece e se celebra. A confiança que os participantes ganham vai além do tatame, ajudando-os a navegar por ambientes externos que muitas vezes são menos acolhedores.
Além das aulas, Judy Jitsu também mantém uma presença ativa nas redes sociais, divulgando eventos de drag e encontros queer que ampliam essa rede de pertencimento em Eugene.
Para quem deseja experimentar, as portas estão abertas todos os domingos, das 12h às 13h30, na Lavender Network. É uma oportunidade única de se conectar com uma comunidade que une a arte do grappling com a potência do afeto queer.
Em tempos em que espaços seguros para pessoas LGBTQIA+ ainda são escassos, iniciativas como a do clube de grappling queer de Judy Jitsu se tornam essenciais para a saúde física, emocional e social da comunidade. Mais do que ensinar golpes e técnicas, eles promovem encontros que celebram identidades, fortalecem laços e desafiam preconceitos — um verdadeiro ato de resistência e amor.
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