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Juliano Cazarré reacende debate sobre masculinidade

Juliano Cazarré reacende debate sobre masculinidade

Ator voltou ao centro das buscas após defender curso para homens e ser contestado na GloboNews; entenda o que foi dito.

Juliano Cazarré entrou nos assuntos mais buscados do Brasil nesta quarta-feira (13) depois da repercussão de sua participação no GloboNews Debate, exibido na noite de terça (12), no qual discutiu educação, violência de gênero e o papel dos homens. No programa, gravado no Brasil, o ator defendeu seu curso voltado a homens e afirmou que muitos meninos e adultos estariam sendo tratados como “tóxicos” apenas por serem homens.

O tema ganhou tração nas redes e no Google porque a fala encostou em uma discussão que já vinha mobilizando críticas desde abril, quando Cazarré lançou a imersão presencial “O Farol e a Forja”, marcada para os dias 24, 25 e 26 de julho, em São Paulo. Apresentado como um encontro sobre liderança, masculinidade e espiritualidade cristã, o projeto tem como lema que “o mundo precisa de homens que assumam seu papel” e foi anunciado pelo ator como uma resposta ao que ele vê como um desamparo da figura masculina.

O que Juliano Cazarré disse no debate?

No programa, Cazarré afirmou que fala a uma parcela de homens que, segundo ele, teria sido esquecida no debate público. Em sua argumentação, disse se dirigir a “homens e meninos” que há cerca de 20 anos ouviriam que são tóxicos apenas por serem homens. O ator também negou que seu projeto tenha caráter de autoajuda e sustentou que a proposta é abrir espaço para conversa e reflexão.

Ao defender sua visão, ele também argumentou que homens e mulheres teriam diferenças naturais de comportamento e comunicação. Como exemplo, disse ser pai de quatro meninos e duas meninas, e afirmou querer criar garotos empáticos, mas também “corajosos”, “viris” e capazes de resolver problemas. Segundo Cazarré, isso não significaria defender silêncio emocional ou rigidez absoluta, e sim uma formação que inclua responsabilidade e ação.

Essa combinação de masculinidade, liderança e espiritualidade cristã é justamente o eixo do curso anunciado em abril. De acordo com a divulgação do evento, a imersão será dividida em três pilares: vida profissional e legado; vida pessoal, com temas como paternidade, virtudes e dieta; e vida interior, com foco em masculinidade e cristianismo, incluindo uma Santa Missa no encerramento.

Por que a resposta de Vera Iaconelli repercutiu tanto?

A contestação mais direta veio da psicanalista Vera Iaconelli, que participou do mesmo debate ao lado do consultor em equidade de gênero e raça Ismael dos Anjos. Vera rebateu a leitura de que críticas à violência de gênero seriam ataques aos homens em si. Segundo ela, quando mulheres dizem “parem de nos matar”, não estão pedindo que os homens deixem de existir, mas que repensem a masculinidade e adotem outras formas de ser homem.

Na fala que mais circulou online, a psicanalista afirmou que muitos homens estariam ficando ofendidos ao ouvir mulheres e interpretando qualquer questionamento como acusação. Ela também defendeu que o modelo tradicional de masculinidade precisa incorporar cuidado, e não apenas força, comando ou resolução de conflitos.

É justamente esse ponto que ajuda a explicar por que o nome de Juliano Cazarré disparou nas buscas. O debate não ficou restrito ao universo das celebridades: ele tocou em temas centrais da vida pública brasileira, como violência contra a mulher, educação afetiva de meninos, papéis de gênero e a disputa cultural em torno da ideia de masculinidade.

O que essa discussão mobiliza para além da TV?

No Brasil, conversas sobre masculinidade raramente são neutras. Elas atravessam religião, política, família e também os direitos de mulheres e pessoas LGBTQ+. Quando um personagem conhecido fala em “homens enfraquecidos” ou em recuperar um suposto papel masculino perdido, isso costuma gerar alerta porque esse tipo de discurso pode ser interpretado de formas muito diferentes: para alguns, como acolhimento emocional; para outros, como reação conservadora às transformações sociais das últimas décadas.

Para a comunidade LGBTQ+, o assunto é especialmente sensível. Isso porque modelos rígidos de masculinidade historicamente foram usados para punir homens gays, bissexuais, pessoas trans e qualquer vivência que escape do padrão viril tradicional. Mesmo quando o foco do debate não é diretamente sexualidade, a ideia de que existe um único jeito “correto” de ser homem costuma afetar quem vive masculinidades dissidentes no dia a dia.

Ao mesmo tempo, há uma demanda real por espaços em que homens possam falar de afeto, paternidade, insegurança e saúde mental sem recorrer a discursos que culpem mulheres ou deslegitimem avanços sociais. Essa é a tensão que ajuda a explicar a repercussão do caso: o público está discutindo não só o curso de Juliano Cazarré, mas que tipo de conversa sobre homens o Brasil quer ter em 2026.

Na avaliação da redação do A Capa, a repercussão mostra como debates sobre masculinidade seguem abertos e disputados no país. Falar de escuta, cuidado e responsabilidade masculina é necessário; o problema começa quando esse debate se constrói em oposição às pautas feministas ou ignora que masculinidades plurais também incluem homens gays, bi, trans e não conformes ao padrão tradicional.

Perguntas Frequentes

Por que Juliano Cazarré está em alta no Google?

Porque sua participação no GloboNews Debate, exibida em 12 de maio, repercutiu após ele defender um curso para homens e ser contestado ao vivo por Vera Iaconelli.

O que é o curso “O Farol e a Forja”?

É uma imersão presencial anunciada por Juliano Cazarré para julho, em São Paulo, com foco em liderança, masculinidade e espiritualidade cristã.

O debate envolveu diretamente a comunidade LGBTQ+?

Não de forma central, mas o tema da masculinidade interessa diretamente à comunidade LGBTQ+ porque modelos rígidos de ser homem historicamente afetam vivências gays, bi e trans.


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