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Just.Equal critica governo de WA por negar retorno do programa Safe Schools

Just.Equal critica governo de WA por negar retorno do programa Safe Schools

Grupo LGBTQIA+ exige ação concreta para combater homofobia nas escolas de Western Australia

O grupo de direitos LGBTQIA+ Just.Equal manifestou sua decepção com a resposta do Premier Roger Cook, de Western Australia, que rejeitou o retorno do programa Safe Schools, fundamental para a proteção e inclusão de estudantes LGBTQIA+ na rede de ensino.

Brian Greig, porta-voz da Just.Equal em WA, qualificou a resposta do Premier como “dois páginas de enrolação”, sem compromissos concretos, e com uma postura contínua contra uma iniciativa que demonstrou bons resultados no combate à homofobia e à transfobia nas escolas.

O que diz o governo e as críticas da comunidade

Na carta enviada ao grupo, o Premier destacou a estratégia de inclusão LGBTIQA+ do governo e investimentos em serviços de apoio para essa comunidade. Citou também um curso online de formação para professores e a implementação do currículo de Educação em Relações Respeitosas, que aborda temas como consentimento e sexualidade.

Porém, Greig argumenta que tais ações não substituem o impacto do treinamento presencial e personalizado oferecido pelo Safe Schools, que promovia um ambiente mais acolhedor e profissional para lidar com as questões específicas da comunidade LGBTQIA+.

Além disso, ele ressalta que o programa online não tem força para enfrentar os desafios reais, especialmente nas escolas privadas, onde a discriminação ainda é recorrente e praticamente ignorada pelo governo.

Por que a luta por Safe Schools continua

O porta-voz reforça a necessidade urgente de treinamentos obrigatórios e específicos sobre diversidade para professores, a criação de grupos de apoio locais nas escolas e a presença de agentes escolares focados em garantir a segurança e o respeito aos estudantes LGBTQIA+.

O relatório Rainbow Futures, que trata da inclusão LGBTIQA+, destaca que a educação deve ser feita por pessoas com experiência de vida na comunidade, ser sensível a traumas e abordar as discriminações históricas e sistêmicas. Estas recomendações estão ausentes na atual política educacional da região.

Greig conclui que o Premier precisa sair da zona de conforto e agir com medidas concretas, a exemplo do governo da Tasmânia, que já retomou o programa Safe Schools. Ele também enfatiza que é fundamental reconhecer o papel problemático de muitas escolas privadas religiosas na propagação da intolerância, defendendo que seus estudantes também merecem proteção e apoio.

Enquanto isso, a comunidade LGBTQIA+ de Western Australia segue firme na luta por uma educação mais justa, segura e inclusiva, sem espaço para discursos vazios e políticas superficiais.

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