in

Justiça russa multa clube de mangá por propaganda LGBT

Clube Mangalib é condenado a pagar R$ 950 mil por divulgar conteúdo LGBTQIA+ na Rússia
Justiça russa multa clube de mangá por propaganda LGBT

Clube Mangalib é condenado a pagar R$ 950 mil por divulgar conteúdo LGBTQIA+ na Rússia

Em um novo capítulo de repressão aos direitos LGBTQIA+ na Rússia, o Tribunal Urbano do distrito Taganski, em Moscou, aplicou sete multas contra o clube de fãs de mangá russo ‘Mangalib’, somando um valor equivalente a R$ 950 mil. A acusação? Divulgação de propaganda LGBT, algo que o governo russo classifica como ilegal.

O Mangalib não é apenas um clube, mas uma comunidade vibrante onde jovens fãs compartilham traduções e histórias ilustradas japonesas, conhecidas como mangás. Para muitos, esse espaço é uma janela de expressão e diversidade, que agora sofre um duro golpe.

Contexto da repressão na Rússia

Desde novembro de 2023, quando o Tribunal Supremo russo proibiu o movimento LGBTQIA+ sob alegação de extremismo, o país intensificou a perseguição a qualquer manifestação relacionada à diversidade sexual. A censura já havia começado em 2022, com uma lei que proíbe qualquer forma de propaganda LGBT, além de restringir debates sobre pedofilia e mudança de sexo.

Em 2023, a situação piorou com a proibição das cirurgias de redesignação sexual, provocando ainda mais medo e insegurança na comunidade trans do país.

Impactos e resistência

As recentes multas contra o Mangalib refletem a tentativa do governo russo de controlar não apenas movimentos políticos, mas também espaços culturais e juvenis que promovem representatividade LGBTQIA+. A penalização de um clube de mangá mostra como a repressão alcança até comunidades que buscam apenas partilhar diversidade e inclusão por meio da arte.

Apesar das dificuldades, a comunidade LGBTQIA+ russa continua a resistir, encontrando formas de se expressar e se conectar, mesmo sob ameaças legais e censura.

Esse episódio é um alerta para toda a comunidade global sobre o retrocesso dos direitos LGBTQIA+, especialmente em países onde a liberdade de expressão ainda é um campo de batalha.

Que tal um namorado ou um encontro quente?

Relembre os visuais marcantes da diva LGBTQIA+ favorita no prestigiado Festival de Veneza, Itália

Cate Blanchett e seus looks icônicos no Festival de Veneza

Documentário revela a trajetória da drag queen Piche, destaque cultural e esportivo em Paris 2024

Drag queen Piche brilha na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos